A queda ocorreu no terceiro set do jogo de Sinner, que venceu por 4-6, 6-3, 6-7(6), 6-2, 6-3, com o jogador de 24 anos a agarrar-se brevemente à anca esquerda, mas acabou por continuar e garantir o triunfo, marcando encontro com o português Nuno Borges na segunda ronda.
Sinner, que lesionou o cotovelo durante a quarta ronda da sua vitoriosa campanha em Wimbledon no ano passado, mostrou-se agradecido por esta última queda não ter provocado danos duradouros e sublinhou a importância de continuar a movimentar-se de forma positiva.
"Uma queda é sempre complicada porque podes lesionar-te", afirmou Sinner aos jornalistas.
"É a coisa mais normal. Os courts de relva são assim. Especialmente nos primeiros jogos, quando a relva está muito nova, escorregas um pouco mais. Tive sorte ali porque as coisas podem correr mal muito depressa. Tento continuar a confiar nos meus movimentos. Além disso, o terceiro, quarto e quinto sets foram muito importantes para manter a movimentação natural, o que consegui fazer. Estou muito satisfeito por nada ter acontecido", acrescentou.
O italiano referiu que ter sido um esquiador talentoso na juventude não significa necessariamente que tenha melhor técnica para evitar lesões em quedas.
"Há movimentos que não consegues mesmo controlar. É apenas instinto natural", disse Sinner.
"O esqui pode ajudar-te em certos momentos, mas não quando cais, quando não tens qualquer controlo. Fizemos muita prevenção antes deste torneio porque sabíamos que situações destas podiam acontecer. Hoje aconteceu. Por isso, o mais importante é deixar esta parte para trás e continuar a movimentar-me como antes, porque se não, quando tens muito medo, tudo fica demasiado lento. Nesta superfície, não podes fazer isso", concluiu.
