Sete vezes campeã do único major de relva, a norte-americana foi eliminada na primeira ronda na sua última participação (2022), meses antes de terminar a carreira sem um anúncio oficial no Open dos Estados Unidos, regressando agora para disputar o quadro de singulares e pares, ao lado da irmã Venus, como convidada da organização.
Aos 44 anos, e após ter conquistado 23 títulos do Grand Slam – é a recordista de cetros na Era Open -, Serena Williams está de volta ao ténis profissional, para satisfazer um pedido da filha Olympia, de oito anos, sem que o seu regresso, até agora cingido aos pares, tenha sido particularmente bem-sucedido até ao momento.
Após quase quatro anos sem competir em singulares, dificilmente a norte-americana levantará pela oitava vez o troféu no All England Club, onde provavelmente haverá uma nova campeã feminina, dado o momento atual da detentora do título, a polaca Iga Swiatek, com quem a norte-americana até se poderia cruzar na terceira ronda.
Em Bad Homburg, único torneio de preparação para Wimbledon, a número três mundial e vencedora de seis Grand Slams caiu na segunda ronda, depois de ter ficado isenta da primeira, fazendo soar os alarmes e prolongando uma crise que se arrasta desde o final do ano passado.
No sempre imprevisível quadro feminino, apontar quem será a vencedora é uma missão praticamente impossível, embora a bielorrussa Aryna Sabalenka seja inevitavelmente uma favorita, assim como Elena Rybakina, campeã no All England Club em 2022 e número dois mundial.
Em Wimbledon, a líder do ranking WTA nunca foi além das meias (por três vezes), fase em que caiu em Berlim, no seu único torneio em relva antes do major londrino.
Já no quadro masculino, o favorito número um é Jannik Sinner, o campeão em título e número um mundial que em Roland Garros foi derrotado pelo seu corpo, o seu maior adversário em Grand Slams a par de Carlos Alcaraz, o vencedor de 2023 e 2024 e finalista da passada edição que estará ausente por lesão.
O italiano, de 24 anos, foi surpreendentemente eliminado na segunda ronda em Paris, sucumbindo a problemas físicos motivados pelo calor extremo, um fator que não deverá ser tão relevante na capital britânica, onde poderá encontrar Nuno Borges na segunda ronda.
O incontornável Novak Djokovic, recordista de títulos do Grand Slam (24), é o outro antigo campeão presente, mas o peso da idade tem travado o sérvio, que em encontros a cinco sets não tem conseguido acompanhar o ritmo dos seus mais jovens opositores, embora ainda tenha alcançado a final do último Open da Austrália.
Aos 39 anos, o oitavo classificado do ranking ATP procura o seu oitavo título na relva londrina a partir de segunda-feira, numa missão que foi dificultada pelo sorteio: ficou na metade do quadro de Sinner, adversário que pode encontrar nas meias.
Depois de finalmente ter conquistado o seu primeiro Grand Slam em Roland Garros, Alexander Zverev aspira nesta edição de Wimbledon a ir além da quarta ronda, o seu melhor resultado até hoje no All England Club.
O alemão, número dois mundial, foi eliminado na ronda inaugural no ano passado, com a relva a ser a sua pior superfície, ao contrário do que acontece com o jovem norte-americano Ben Shelton, que atingiu os quartos de final no ano passado.
Quinto jogador mundial, o tenista de 23 anos reparte com o compatriota Taylor Fritz (7.º), semifinalista da passada edição, o estatuto de outsider, mas, como se viu em Roland Garros, tudo pode acontecer, nomeadamente com surpresas vindas da armada italiana, integrada por Flavio Cobolli ou Matteo Berrettini, finalista em 2021.
Além do número um nacional Nuno Borges, que teve entrada direta devido ao seu lugar no ranking (53.º), no quadro de singulares de Wimbledon estará Jaime Faria (97.º), que vai disputar o seu sétimo Grand Slam consecutivo, depois de ultrapassar a qualificação.
Em pares, o especialista Francisco Cabral vai reeditar a sua parceria com o austríaco Lucas Miedler em majors, num breve reencontro após a separação da dupla em meados de março.
