Serena Williams "detesta" regras antidoping mas considera-as "necessárias"

Serena Williams.
Serena Williams.ReutersREUTERS/Andrew Couldridge

Novamente sujeita a ser controlada a qualquer momento pelas autoridades antidoping, a regressada Serena Williams "detesta" as regras atualmente em vigor nesta matéria, ainda que as considere "necessárias", afirmou este domingo, a dois dias do seu grande regresso ao quadro de singulares em Wimbledon.

Para poder regressar ao circuito quase quatro anos após o seu último torneio profissional, o US Open em 2022, a norte-americana detentora de 23 títulos do Grand Slam teve de reintegrar, logo no outono de 2025, uma lista de jogadoras que têm de comunicar diariamente a sua localização para poderem ser testadas a qualquer momento.

"É extenuante", comentou a ex-n.º1 mundial este domingo em Wimbledon, seis dias após o anúncio da Agência Internacional para a Integridade do Ténis (Itia) de uma suspensão de quatro anos aplicada à ex-nr.º 6 mundial Marketa Vondrousova, que recusou submeter-se a um controlo antidoping em dezembro.

Desde 2022, "mudaram as regras, não as conheço todas", afirmou Serena Williams, lamentando que as jogadoras possam ser testadas a qualquer hora do dia, e não apenas durante o período diário em que partilham a sua localização com as autoridades antidoping.

"Imagino que isso significa que não posso ir buscar as minhas filhas?", indignou-se a antiga líder do circuito, mãe de duas meninas.

"Na minha opinião, não é profissional. Detesto isto. Acho que é necessário, mas (...) tem de haver uma forma de tornar tudo isto mais razoável. Foi uma das principais razões pelas quais não queria voltar ao circuito", insistiu a norte-americana de 44 anos..

"Tenho uma vida muito preenchida, dirijo uma sociedade de capital de risco, viajo pelo mundo, tenho filhas... Posso estar em tantas cidades diferentes", argumentou, a dois dias da sua estreia em singulares frente à australiana Maya Joint (53.ª).

Após a sua derrota na terceira ronda do US Open em 2022 diante da australiana Ajla Tomljanovic, "nunca pensei voltar ao circuito", garantiu Williams, que já disputou dois encontros de pares desde o seu regresso no início de junho e vai também disputar o torneio de pares em Wimbledon, ao lado da sua irmã mais velha Venus, de 46 anos.