Ténis: Marta Kostyuk considera "terrível" a decisão do COI de reintegração dos atletas russos

Marta Kostyuk, tenista ucraniana
Marta Kostyuk, tenista ucranianaREUTERS/Marko Djurica

A tenista ucraniana Marta Kostyuk, número 13 do mundo e apurada para as meias-finais do torneio de Wimbledon, criticou esta quarta-feira a decisão "terrível" do Comité Olímpico Internacional (COI) de levantar algumas restrições impostas aos atletas russos.

O COI anunciou na terça-feira que vai permitir aos russos participar nas provas por equipas e nas qualificações para os Jogos de 2028 em Los Angeles, embora mantenha a proibição da bandeira e do hino nacional russos.

"É terrível. Acho que estamos muito, muito longe do fair play para todos os países envolvidos, não só para a Ucrânia", lamentou Marta Kostyuk em conferência de imprensa após garantir a presença nas meias-finais de Wimbledon.

"Não concordo de todo com esta decisão. Mas tenho a sensação de que muita gente já se pronunciou sobre este tema. Claramente, também não concordam. Não acredito que nada vá mudar", acrescentou.

"Só quero entrar no court e, espero, vencer cada russa que me calhe defrontar nos Jogos Olímpicos, e é só isso", afirmou a jogadora de 24 anos.

"Tenho a certeza de que vamos agir", continuou quando lhe perguntaram se as jogadoras ucranianas iriam transmitir as suas preocupações à Federação Internacional de Ténis. "Mas certamente não me vou ocupar disso antes da minha meia-final", explicou.

"Na segunda-feira destruíram quatro ruas de edifícios residenciais. Foi a cerca de cinco quilómetros da casa dos meus pais. Mais uma noite difícil, com muitas vítimas, inocentes, crianças. Não é fácil. Tento manter-me informada de tudo o que acontece", relatou a ucraniana.

Já esteve nas meias-finais em Roland Garros, e Kostyuk apurou-se para a sua segunda meia-final consecutiva de Grand Slam depois de vencer a italiana Jasmine Paolini (6-3, 6-2) nos quartos de final em Wimbledon. Vai defrontar a checa Linda Noskova (12.ª) nas meias-finais.