Recorde as incidências do encontro
João José (selecionador de Portugal):
“Há um sentimento agridoce, ou seja, em termos desportivos conseguimos o principal objetivo, que era chegar aos oitavos de final.
Hoje com a França perdemos uma oportunidade, porque estivemos bem na fase de side out, muito acima daquilo que normalmente fazemos. A equipa teve um excelente desempenho nesse aspeto. Depois na fase de transição é que cometemos demasiados erros não forçados no serviço.
Não sei se fomos demasiado táticos para o jogo. Isso trouxe muito erro não forçado e foi difícil entrar no jogo e, se a transição é a fase em que podemos ganhar, e se não nos conseguimos dar um número de oportunidades suficiente para conseguir ganhar, depois fica um pouco difícil, o que foi o que acabou por acontecer.
O que levamos daqui como positivo é este alargar de atletas disponíveis para representar a nossa seleção e ajudar nos objetivos presentes e, de uma forma geral, estiveram bem e conseguiram consolidar o seu jogo”.
Vicente Araújo (presidente da Federação Portuguesa de Voleibol):
“O balanço da nossa participação é positivo. Viu-se neste jogo que não foi a França que ganhou, fomos nós que perdemos.
Estivemos bem na receção e no side out, mas falhámos muito no serviço. Tivemos 19 serviços falhados no total é muito. Tínhamos equipa para ganhar à França, mas teríamos mais equipa ainda se toda a gente tivesse vindo para a seleção. De qualquer maneira, parabéns aos que estiveram cá. Neste jogo com a França mostraram que sabiam jogar.
Quem viu o jogo deve ter percebido que temos gente e que sabemos jogar voleibol.
Alcançar os oitavos de final no Campeonato da Europa é muito bom. Estamos entre as 16 primeiras seleções e podíamos ter ido mais além, mas faltou uma pontinha de sorte também.
Os jogadores fizeram tudo o que podiam. Houve empenho e vontade. Faltou, se calhar, alguns jogadores acreditarem que podem fazer mais”.
