Recorde as incidências da partida
Leão controla primeiro set
O dérbi começou com um ritmo frenético e equilibrado, com inúmeras alternâncias no marcador. No entanto, o Sporting começou a controlar o jogo, dificultando a receção dos adversários e assumindo a liderança do primeiro set com uma vantagem de três pontos (7-4).
Contudo, graças à eficácia de Abouba Dramé no ataque, os encarnados recuperaram a desvantagem e, pouco depois, empataram (10-10). A equipa das águias servia de forma agressiva, mas nem sempre eficaz. Os leões não se fizeram de rogados e voltaram a assumir o controlo do jogo (14-11).
Um remate mal medido de Alexandre Ferreira colocou o resultado em 17-13, levando o treinador Sakis Psarras a solicitar um desconto de tempo. Gradualmente, a estratégia começou a dar frutos, com a equipa da Luz a aproximar-se, embora tenha desperdiçado um ataque que daria um novo empate (19-19). Jorge Alayo emergiu de imediato com dois pontos consecutivos (21-19).
O Benfica ripostou com Abouba (21-20), mas o serviço leonino continuou a causar problemas na receção (23-20). Alexandre Ferreira ainda deu esperanças com um serviço direto (24-21), mas não conseguiu repetir a proeza e o primeiro set pendeu para os de Alvalade (25-22).
Do equilíbrio ao rugido leonino
O segundo set não podia ter sido mais equilibrado, com os dois conjuntos a lutarem por cada ponto até ao limite, sem que nenhum conseguisse fugir.
Todavia, duas desatenções consecutivas do Benfica permitiram ao Sporting abrir uma vantagem de três pontos (15-12).
Os campeões nacionais ganharam confiança e o nervosismo começou a afetar as ações - serviço, passe e receção - dos vice-campeões (18-15).
A vantagem aumentou quando Aguenier bloqueou um ataque de Abouba, tornando a missão do Benfica ainda mais difícil (20-16). A equipa de João Coelho geriu o roteiro final e selou o set com um bloco eficaz de Kelton Tavares (25-19).
Sporting carimba o triplete
Tal como ocorreu no set anterior, o duelo entre leões e águias foi equilibrado e bem jogado, contudo, nos momentos de decisão, o Sporting subiu as rotações, foi mais eficaz no serviço, condicionou a receção do Benfica e foi dilatando a vantagem.
Quando um remate fortíssimo de Alayo suplantou o bloco vermelho e branco, o resultado colocava os verdes e brancos na rota da vitória (18-13).
Num último suspiro, os benfiquistas ainda esboçaram uma reação com três pontos seguidos e deixaram tudo em aberto (20-19). No ataque seguinte, Abouba arriscou um serviço direto, mas a bola foi para fora (21-19). Pouco depois, o Benfica voltou a estar a um ponto de empatar, mas Grankin travou o remate de Abouba (22-20).

Na reta final, os leões mantiveram o domínio, aproveitaram um mau serviço de Tiago Violas para selarem a vitória (25-22) e conquistarem a Supertaça pela terceira temporada consecutiva, a sexta no historial do clube. O emblema repetiu o desfecho com que conquistou na última temporada o bicampeonato quando venceu os três jogos da final pelo mesmo parcial de 3-0.
A equipa de João Coelho alcançou a 11.ª vitória consecutiva, em todas as provas, frente ao eterno rival da 2.ª Circular, que na estreia do novo treinador, Sakis Psarras, que substituiu Marcel Matz no último verão, não venceu a Supertaça, título que já ganhou por 11 vezes.
