Na antecâmara da nova temporada, o experiente jogador falou em exclusivo ao Flashscore e perspetivou o escaldante clássico da Supertaça diante do eterno rival da 2.ª Circular, que está agendado para este sábado, a partir das 17h00, em Viseu. Ambicioso, espera ajudar o Benfica a acabar com a hegemonia do Sporting.
“Neste momento, acho que é isso que nos falta: uma vitória frente ao Sporting, independentemente da forma como seja conseguida, para quebrar esta sequência e reforçar a confiança de toda a equipa”, atirou.

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"Ver o Sporting festejar mais um título deu-nos ainda mais motivação. Temos um bom plantel, uma boa equipa técnica e todas as condições para competir com eles"
- Como está a correr o regresso a Portugal, depois de tantos anos no estrangeiro?
Está a correr bem. Ainda estamos juntos há apenas três semanas, por isso é tudo muito recente, mas a adaptação tem sido positiva, tanto nos treinos e no clube como na vida pessoal e familiar. O facto de estar em Lisboa também ajuda. As pessoas do Benfica têm mostrado uma enorme disponibilidade para me ajudar na integração. Até agora, não podia pedir muito mais.
- Que expectativas tem para esta nova etapa? O Benfica participou recentemente na Taça Ibérica, com uma vitória e uma derrota. Que ilações retiraram desses jogos, já a pensar na Supertaça?
As expetativas são claras. Estamos num clube habituado a ganhar e que entra em todas as competições com esse objetivo. Apesar de o Benfica não ter conquistado títulos nos últimos dois anos, vim para cá precisamente para ajudar a inverter essa situação.
A Taça Ibérica não correu como esperávamos, mas também é preciso perceber o contexto. Tivemos apenas duas semanas de trabalho com o grupo completo antes do torneio. Há muitos jogadores novos, provenientes de diferentes países e campeonatos, além daqueles que estiveram ao serviço das respetivas seleções. Estamos ainda numa fase de conhecimento mútuo e de construção da identidade da equipa.
Houve muitas alterações no sete inicial e isso exige tempo. Precisamos de perceber melhor as características uns dos outros, criar rotinas e assimilar aquilo que o treinador pretende de nós.
Acabámos por perder o primeiro jogo, frente ao Guaguas, e acho que foi mais por demérito nosso do que por mérito do adversário. Entretanto, tivemos mais uma semana para preparar a Supertaça. E ver o Sporting festejar mais um título deu-nos ainda mais motivação. Não queremos voltar a vê-los festejar. É esse o nosso foco e aquilo que nos tem motivado para o próximo jogo.
- O Sporting venceu os últimos dez dérbis frente ao Benfica, em todas as competições. O que é preciso fazer para evitar a 11.ª derrota consecutiva e conquistar a Supertaça?
Acho que esse número diz muito. Quando uma equipa consegue tantas vitórias consecutivas sobre a outra, a questão começa também a ser psicológica. O Sporting chega com a confiança de quem tem vencido regularmente, enquanto o Benfica vem de dois anos em que os resultados não foram os desejados. É essa situação que precisamos de inverter.
Temos um bom plantel, uma boa equipa técnica e todas as condições para competir com o Sporting. Mas precisamos de acreditar verdadeiramente que somos capazes de ganhar. E essa mudança pode começar já no sábado.
Acredito que uma vitória na Supertaça teria um impacto muito importante na confiança do grupo e até no equilíbrio do campeonato. Seria uma forma de mostrar a todos os jogadores que estamos preparados para lutar pelos títulos.
Neste momento, acho que é isso que nos falta: uma vitória frente ao Sporting, independentemente da forma como seja conseguida, para quebrar esta sequência e reforçar a confiança de toda a equipa.
- Falou há pouco na necessidade de construir uma identidade. O que é que o novo treinador, Sakis Psarras, tem pedido ao grupo, sobretudo depois de uma fase tão marcante com Marcel Matz?
A principal exigência tem sido a agressividade, tanto na forma de jogar como na personalidade que demonstramos dentro de campo. O treinador tem insistido muito na importância do serviço, que considero fundamental no voleibol atual.
Uma equipa que consiga ser superior nesse momento do jogo cria enormes dificuldades ao adversário e facilita todo o trabalho tático que vem a seguir. Por isso, tem-nos dado liberdade para arriscar mais no serviço e procurado incutir essa mentalidade agressiva. Mas não se trata apenas de uma questão técnica. É também uma questão de atitude, de personalidade e de confiança.
Quer que sejamos uma equipa capaz de olhar o adversário nos olhos, sem receios, e de assumir essa postura em todos os momentos do jogo.
- O Benfica não é campeão há dois anos, depois de um longo período de hegemonia. Que objetivos foram definidos internamente e que mensagem têm transmitido os jogadores mais experientes, como Ivo Casas, Tiago Viola ou o Peter Wohlfahrtstatter, aos reforços?
Toda a gente sabe que, quando chega ao Benfica, chega para ganhar. Existe sempre aquela pressão positiva de representar um clube desta dimensão, que entra em todas as competições, independentemente da modalidade, com o objetivo de conquistar títulos. Acho que isso é uma das melhores coisas de estar no Benfica.
Mas, como disse anteriormente, sinto que precisamos de recuperar alguma identidade, sobretudo ao nível da agressividade e da personalidade. Pelo que percebi, foi algo que faltou à equipa, principalmente na última época. O Benfica perdeu as finais do último campeonato frente ao Sporting sem conseguir vencer um único set. Foram jogos que terminaram todos por 3-0.
Aquilo que o clube nos pede é que, quando entramos em campo, demonstremos que estamos a dar tudo por esta camisola. É fundamental que quem está a assistir perceba que os jogadores estão a deixar tudo dentro de campo e a representar o símbolo da melhor maneira possível.
Acho que é isso que tem de ser diferente esta época. Precisamos de mostrar mais caráter, mais personalidade e ter plena consciência da dimensão do clube que representamos.
- O Sporting manteve a base da equipa que tem dominado o voleibol nacional, enquanto o Benfica fez alterações significativas no plantel. Apesar de ainda estarem numa fase inicial, sente que existe qualidade suficiente para lutar pelos títulos ao longo de toda a temporada?
Fala-se muito do Sporting, que reforçou o plantel e tem agora mais soluções. Mas quantidade não significa necessariamente qualidade. Por vezes, até pode complicar a gestão de uma equipa. No nosso caso, talvez o Benfica tenha entrado um pouco tarde no mercado, mas acredito que conseguiu contratar jogadores importantes para posições fundamentais.
Naturalmente, tantas mudanças exigem algum tempo de adaptação. Temos jogadores que chegam do campeonato brasileiro, eu venho do Japão e há outros que estavam em França. São realidades diferentes, com estilos de jogo distintos.
Agora precisamos de nos conhecer melhor, criar entrosamento e adaptar-nos todos ao mesmo sistema de jogo. Isso não acontece de um dia para o outro. É um processo que exige trabalho e paciência. Acredito que o tempo será fundamental para encontrarmos a nossa melhor versão. Mas tenho a certeza absoluta de que temos qualidade para competir com o Sporting e lutar de igual para igual.

"Gostava muito de conseguir bons resultados a nível europeu com o Benfica. É também um dos grandes objetivos que tenho para esta etapa"
- Depois de 15 anos no estrangeiro, como olha para o atual nível do campeonato português? Que expectativas tem para esta temporada, também em relação às restantes equipas?
Confesso que não estou muito por dentro da realidade atual do campeonato português. Aquilo que vou acompanhando é sobretudo através dos jogadores que aparecem na seleção nacional, nomeadamente os mais jovens. Mas, desde que saí de Portugal, há cerca de 15 anos, tenho a sensação de que o nível competitivo baixou um pouco.
Fizemos recentemente um jogo de apresentação frente ao Leixões e, sabendo que é uma equipa que habitualmente luta pelos quatro primeiros lugares, fiquei com a ideia de que o campeonato está num patamar inferior àquele que conheci. Naturalmente, estamos a falar de realidades muito diferentes e também terei de me adaptar a este contexto. Mas, neste momento, o meu foco está sobretudo no Sporting e nas competições europeias.
Gostava muito de conseguir bons resultados a nível europeu com o Benfica. É também um dos grandes objetivos que tenho para esta etapa.
- O que o levou a regressar a Portugal depois de tantos anos no estrangeiro?
Foi um conjunto de fatores. A família teve um peso importante, tal como o facto de já estar há 15 anos fora de Portugal. Mas também foi determinante ter surgido esta oportunidade de representar o Benfica, algo que nunca tinha acontecido anteriormente. Foi um processo de conversações longo, mas identifiquei-me com o projeto e com aquilo que o clube pretende construir.
A ideia de ajudar o Benfica a regressar ao topo vai ao encontro dos meus princípios e das minhas ambições. Além disso, poder voltar a Portugal e continuar a jogar voleibol profissionalmente, num clube com estas condições, é algo muito especial. Em termos de infraestruturas, apoio e adeptos, não vejo melhor opção para continuar a minha carreira em Portugal.
Há também a ambição de conseguir bons resultados nas competições europeias, o que torna este desafio ainda mais aliciante. E, claro, existe toda a componente pessoal: voltar a casa, viver em Lisboa, estar mais próximo da família e beneficiar da qualidade de vida que temos em Portugal. Foi a conjugação de todos esses fatores que me levou a tomar esta decisão.
- Foram 15 anos no estrangeiro, com passagens por Itália, Coreia do Sul, Polónia, Turquia, Japão e Barém. Que balanço faz dessas experiências e de que forma contribuíram para o seu crescimento, tanto como jogador como enquanto pessoa?
Foram muitos anos e muitas experiências. Saí de Portugal bastante cedo, com apenas 19 anos, e sempre gostei de arriscar e procurar novos desafios. Na altura, surgiu a oportunidade de jogar em Itália, que era considerado o melhor campeonato do mundo e onde praticamente todos os jogadores ambicionavam estar. Não pensei duas vezes e decidi aproveitar. A partir daí, nunca mais parei.
O facto de estar regularmente na seleção nacional e de ter assumido a responsabilidade de ser capitão também me fez perceber, ainda muito jovem, que poderia construir uma boa carreira e viver do voleibol. Sempre gostei de sair da minha zona de conforto. Não sou uma pessoa que goste de ficar muito tempo acomodada à mesma realidade.
Por isso, fui aceitando novos desafios, conhecendo países, culturas e diferentes formas de trabalhar e de jogar. Tudo isso me obrigou a crescer e a amadurecer bastante cedo, tanto a nível pessoal como profissional. Acredito que essas experiências também contribuíram para ter assumido a braçadeira de capitão da seleção nacional ainda relativamente jovem.
Foram 15 anos de muitas aprendizagens. Podíamos estar aqui uma hora a falar de tudo aquilo que vivi.
- Entre tantas experiências, houve algum episódio particularmente marcante? Qual foi o maior choque cultural que sentiu ao longo da carreira?
O primeiro grande choque cultural aconteceu quando fui para a Turquia. Tinha 23 anos e encontrei uma realidade muito diferente daquela a que estava habituado. Uma das coisas que mais me impressionou foi a presença constante de polícia e militares nas ruas, bem como os controlos de segurança.
Era frequente sermos revistados quando circulávamos de carro ou entrávamos num centro comercial. Havia sempre uma preocupação muito grande com possíveis ameaças. Lembro-me, por exemplo, de ter ido para um treino e descobrir que tinham ocorrido dois atentados a cerca de cinco minutos de minha casa.
Para mim, era uma situação extremamente preocupante, mas as pessoas que viviam lá encaravam aquilo com uma normalidade que me surpreendia. Continuavam com as suas rotinas, enquanto nós ficávamos bastante apreensivos. Foi uma experiência que me marcou.
Depois, na Coreia do Sul e no Japão, encontrei culturas muito diferentes da nossa, embora com várias semelhanças entre si. São países extremamente desenvolvidos do ponto de vista tecnológico, mas que, ao mesmo tempo, conseguem preservar muito bem as suas tradições, a cultura e a ligação à natureza.
Por outro lado, têm uma cultura de trabalho muito exigente. São muitas horas de treino e de trabalho, poucas horas de descanso e uma enorme aposta na repetição. É repetir, repetir e voltar a repetir até atingir a perfeição.
Ao fim de dois ou três anos, esse ritmo torna-se bastante desgastante, tanto física como mentalmente. São realidades muito diferentes daquilo a que estamos habituados na Europa.
- E qual foi o país onde mais gostou de jogar?
A Polónia foi, provavelmente, o país onde mais gostei de estar, sobretudo pela cultura que existe em torno do voleibol. É uma modalidade com uma importância enorme, praticamente um desporto-rei, e tem um acompanhamento extraordinário, tanto ao nível dos clubes como da seleção nacional. Para teres uma ideia, entrevistas como esta são perfeitamente normais e acontecem praticamente todas as semanas.
Os jogos são transmitidos em sinal aberto, sejam encontros oficiais ou simples torneios amigáveis. Há programas de antevisão, análises táticas, debates e um acompanhamento mediático muito semelhante àquele que existe em Portugal em torno do futebol. É uma realidade completamente diferente.
Dá muito gosto jogar num país onde a modalidade é tão valorizada e onde existe um interesse tão grande por parte das pessoas e da comunicação social. Quando regressamos a Portugal, percebemos que a diferença ainda é bastante significativa.
- Depois de viver em tantos países, que línguas conseguiu aprender?
Falo inglês e italiano. Também sei um pouco de polaco, até porque a minha mulher é polaca, mas é uma língua bastante difícil de aprender. Neste momento, além do português, são sobretudo o inglês e o italiano as línguas que utilizo com maior facilidade.

"Portugal caiu dez posições no ranking e ficou fora do Mundial. Custa muito assistir a uma queda tão acentuada"
- Falou há pouco da seleção nacional, da qual é capitão. Como olha para o momento atual do voleibol português, depois de um verão em que os resultados ficaram aquém das expectativas? E que futuro antevê para esta nova geração?
Acho que a melhor forma de responder a essa pergunta é olhar para o ranking mundial e perceber que, num único verão, caímos dez posições e ficámos fora do próximo Campeonato do Mundo. É uma situação que me custa bastante, sobretudo porque estamos a falar de algo que foi construído ao longo de muitos anos.
Desde que entrei na seleção nacional, tanto a minha geração como a anterior trabalharam para fazer Portugal subir no ranking e conseguir a qualificação para grandes competições, como os Campeonatos do Mundo e da Europa. Foi um processo longo, que exigiu muito trabalho e dedicação. Por isso, ver todo esse esforço comprometido num único verão foi particularmente difícil para mim.
Naturalmente, existem vários fatores que ajudam a explicar esta situação. Tivemos ausências importantes, como as de Ivo Casas e Miguel Tavares, dois jogadores fundamentais para a equipa, que não puderam estar presentes este ano. Isso acabou por ter impacto no rendimento coletivo.
Ao mesmo tempo, também percebemos que a nova geração ainda não está preparada para competir de forma consistente a este nível. É preciso dar tempo a estes jogadores para crescerem, conquistarem o seu espaço e fazerem o próprio percurso.
Agora, cabe-lhes continuar esse trabalho, recuperar posições no ranking e voltar a colocar Portugal nos patamares que conseguimos alcançar nos últimos anos. Mas, para quem viveu todo esse processo de crescimento, custa muito assistir a uma queda tão acentuada.
- O voleibol tem sofrido várias transformações nos últimos anos, com uma exigência física cada vez maior e alterações nas regras. Como olha para a evolução da modalidade e para as principais diferenças em relação ao início da sua carreira?
O voleibol mudou bastante, até porque as próprias regras estão constantemente a ser alteradas. Ainda este verão houve mudanças relacionadas com a forma como se pode tocar e transportar a bola. Algumas dessas alterações acabaram por ser revertidas, porque, na minha opinião, estavam a facilitar demasiado o jogo e a modificar a sua dinâmica. Mas a principal diferença é mesmo a componente física.
Acho que isso acontece em praticamente todas as modalidades. Hoje, o desporto é muito mais exigente fisicamente. Também houve uma grande transformação no mercado. Existem mais empresários, mais jogadores disponíveis e uma facilidade muito maior em contratar atletas de diferentes partes do mundo. Isso acaba por ter consequências.
Na minha opinião, os clubes já não têm tanta preocupação em preservar fisicamente os jogadores, porque sabem que conseguem encontrar alternativas com maior facilidade.
No voleibol, terminamos a época nos clubes e seguimos praticamente de imediato para as seleções. Quando acaba o período das seleções, regressamos aos clubes e começamos uma nova temporada. Estamos constantemente neste ciclo, praticamente sem tempo para recuperar. E quem acaba por sofrer mais são os atletas, devido à acumulação de cargas físicas e ao aparecimento de lesões. Outra diferença importante é a idade dos jogadores.
Hoje vemos seleções muito jovens a competir ao mais alto nível. No Japão, por exemplo, penso que o jogador mais velho terá 30 ou 31 anos, enquanto a maioria do plantel está abaixo dessa idade. A Bulgária, que foi vice-campeã mundial, também apresentou uma geração com muitos jogadores de 23, 24 ou 25 anos.
Há alguns anos, as grandes seleções tinham, geralmente, uma média de idades superior e apostavam mais na experiência. Agora, como o jogo se tornou muito mais físico, existe uma tendência para apostar em atletas cada vez mais jovens. Acho que essa é uma das maiores transformações que a modalidade sofreu.
- Perante um calendário tão exigente, entre compromissos dos clubes e da seleção nacional, como se prepara física e psicologicamente para enfrentar uma época tão longa?
No meu caso, a principal preocupação é a gestão física. Com a experiência, chegamos a uma fase da carreira em que percebemos que é fundamental conhecer bem o nosso corpo e saber gerir o esforço. É algo que também se aprende com os anos.
Temos de perceber quando podemos exigir mais de nós próprios e quando precisamos de recuperar, para conseguirmos manter um bom rendimento ao longo de toda a temporada. Para mim, essa gestão física é o aspeto mais importante.

- Para terminar, que mensagem gostaria de deixar aos adeptos do Benfica, tanto para a Supertaça frente ao Sporting como para o resto da temporada? E como podem os jogadores contribuir para levar mais público ao pavilhão?
Não sei se sou a pessoa mais indicada para falar sobre essa questão, porque não sou muito ativo nas redes sociais. Mas reconheço que, atualmente, essa presença é muito importante. Os jogadores que utilizam regularmente as redes sociais conseguem criar uma ligação mais próxima com os adeptos, ganhar seguidores e, muitas vezes, levar mais pessoas aos pavilhões. No nosso caso, acredito que a melhor forma de atrair público é através dos resultados.
Queremos começar já no sábado, com a conquista da Supertaça. Acho que um título logo no início da época seria muito importante para criar entusiasmo e levar mais adeptos aos nossos jogos. Também acredito que as caras novas do plantel podem despertar curiosidade, tanto entre os adeptos que já acompanham a modalidade como entre os mais jovens.
Mas não depende apenas dos jogadores. É importante que os clubes, a Federação e a comunicação social façam um trabalho conjunto de promoção do voleibol, para que cada vez mais pessoas tenham vontade de assistir aos jogos. Naturalmente, quando uma equipa ganha, torna-se mais fácil atrair público.
E é esse o nosso grande objetivo: voltar a conquistar títulos. Para já, estamos totalmente concentrados na Supertaça. Queremos vencer o Sporting, esperamos ter o pavilhão cheio de benfiquistas e dar uma primeira alegria aos nossos adeptos. Seria a melhor forma de começar esta nova época.
