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Marítimo: “É uma equipa historicamente complicada para o FC Porto. As estatísticas dizem que é o quarto estádio onde é mais difícil aos adversários conseguirem resultados. Estão bem desde que voltaram, graças ao treinador. Nunca desistem, recuperaram resultados nos últimos minutos, vai ser um jogo complicado. O relvado já surgiu como tópico várias vezes, espero que tenham feito tudo o que podiam para apresentarem um bom relvado, acho que também gostam de ter um bom tapete para jogar. Se não estiver não vai ser uma desculpa, temos de encontrar ferramentas diferentes”.

Paragem longa: “Terminámos o primeiro ciclo com bons sentimentos (vitória contra o Benfica) e esta pausa internacional meteu um travão na dinâmica dos resultados, não no desejo de trabalhar e crescer. O particular com o Deportivo ajudou a manter ritmo, tentar coisas diferentes. Desde ontem que a equipa está completa, sem contar com o Santiago Giménez que só vai trabalhar hoje. Foi um desafio, foram mais de 20 dias com os jogadores espalhados pelo mundo e agora têm dois dias para esquecer as seleções e voltarem a pensar nas nossas dinâmicas. O treino de ontem foi um dos melhores de sempre, tive que acabar, mas queria ter continuado porque foi fantástica. Existe vontade, a mentalidade certa, a atitude certa para este próximo bloco de jogos com oito partidas, nove a contar com um particular que vamos fazer”.
Desafios após paragem: “Já era um jogo complicado, num estádio que não nos é amigável. Agora existe o desafio adicional de termos vários jogadores espalhados pelo mundo. O que me dá confiança e crença é que temos um grupo de jogadores muito comprometidos. Viram os jogadores felizes por regressar na gala. O treino de ontem foi como um grupo de amigos que se voltou a encontrar e uniu-se para trabalhar. A energia que tivemos ontem espero vê-la hoje e no jogo. Na época passada tivemos dificuldades após as pausas internacionais. Há assuntos que temos de estar alerta, mas a maturidade da equipa existe e acho que não vai existir problemas em termos de mentalidade. Vamos defrontar uma equipa organizada, que não desiste e vai ser um jogador em que temos de lutar por cada bola e saber que o jogo só acaba com o apito do árbitro”.

Avançados: “É um bom problema ter três avançados prontos para jogar. André Silva tem sido o mais utilizado, fez a pré-época completa, está num bom momento. Depois temos o Samu com muita energia, desejo de voltar, trabalhou imenso para recuperar de uma longa lesão, tem sido fantástico utilizá-lo, mesmo que por minutos no clássico. Está numa fase inicial da recuperação, em que o desejo de voltar não deve ultrapassar o plano estabelecido. Queremos usá-lo o mais tempo possível, mas com isso em mente. Depois temos o Santiago Giménez que chegou tarde, depois de um fim-de-semana complicado. Teve mais minutos com a seleção do que nós lhe podíamos dar e isso foi positivo. Vai ter oportunidade de nos ajudar e ter o impacto que precisamos. É um jogador importante e todos os avançados precisam de estar no momento certo de confiança. A época vai ser longa, agora parece que temos muitas balas, mas acho que é o suficiente e temos de manter todos os jogadores aptos”.
Lesionados: “Foi uma pausa benéfica para recuperar jogadores. Ainda temos alguns jogadores no limite que vamos ter de ver no treino de hoje o que podem fazer. Normalmente falo com vocês antes do treino, hoje temos de esperar por isso para tomar decisões. Diria que foi um processo positivo graças ao departamento médico. Estamos com uma equipa quase completa”.
Relatório de Contas obriga a vender: “Eu tenho uma licenciatura em Filosofia, não era bom em matemática. O presidente explicou de forma clara. O clube está numa posição melhor do que quando o presidente assumiu. Estamos num processo, no verão passado foi feito um investimento forte para aumentar a qualidade da equipa com jovens que adicionaram valor. O William Gomes é um desses jogadores, que nos seis meses antes de eu chegar estava a adaptar-se. Na época passada deu para reconhecer qualidade, ajudou-nos em muitos jogos, mas faltou consistência. Agora é diferente, um jogador que manteve qualidade, mais maduro na forma de competir e preparar-se para competir. Está sempre ligado, mais exigente consigo próprio. Estamos satisfeitos, mostrou abertura para ouvir conselhos e isso ajudou-o a crescer. Era uma renovação precisa, a nova cláusula de rescisão deixa-me mais confortável e espero que se alguém chegue tenha de pagar isso para o tirar. Espero que ninguém venha, para ser honesto, porque ele tem um papel a desempenhar”.
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Smalling: “Foi uma discussão que tivemos depois da lesão do Nehuén Pérez, que foi importante. Ele recuperou antes do que esperávamos, podemos tê-lo no banco amanhã. Mas sentimos que era importante ter um jogador com certas características, experiente para ajudar a equipa numa época longa, com muitas jogos. O Chris Smalling traz isso, qualidade e características que não temos, ou que só temos no Bednarek, o impacto físico. Ficamos mais completos, reforçamos a parte central da defesa, chegou em boa forma, jogou logo 60 minutos contra o Deportivo. O Thiago Silva chegou no ano passado e fez 90 minutos no clássico. São jogadores diferentes, mas dois profissionais de top”.
Dominik Prpic: “Se colocarmos todos os nomes no mapa, há um momento em que podemos ver trânsito numa certa posição. Lesões, pequenos problemas, o Nehuén esteve um ano de fora e precisa de tempo e condições para voltar de novo. Fez uma pré-época sem problemas e depois teve o problema com o Manchester City. O Nehuén é um jogador híbrido como central ou lateral, onde temos Alberto Costa e Martim Fernandes que sofrem com muita intensidade. Quando temos toda a gente temos de gerir, mas não vejo isso como um problema, vai ajudar a aumentar o nível do treino. Além de se desafiar para jogar, tem de se desafiar para treinar. Acredito que todos os jogadores estão prontos para encarar”.

Perda de pontos no regresso da pausa: “Digo várias vezes que um dos desafios da Liga Portugal é o nível do adversário que enfrentámos em termos táticos. O Marítimo é um caso desses, podem jogar com quatro defesas ou cinco, utilizar duas ou três formações. Temos de ter em consideração o histórico, são fatores que conhecemos, mas o importante é a nossa preparação, os nossos princípios, a forma de interpretar o jogo. Nunca fazemos cálculos, vamos jogo a jogo”.
Cristiano Ronaldo: “Sobre a novela que tem marcado os últimos dias, mesmo que não queira ver estava por todo o lado. Era impossível não ver, mas é difícil tomar uma posição ao longe. Estamos a viver num mundo em que toda a gente adora meter-se na posição de julgar, mas não é algo que vou fazer, especialmente porque não tenho informação suficiente, não é o meu trabalho e estamos a falar de duas lendas do futebol português, um o maior jogador da história do futebol português e do outro lado um treinador que admiro e que defrontei na Turquia, consegue retirar sempre o melhor de todas as equipas e vai fazer o mesmo com Portugal”.
Tudo sobre o caso Cristiano Ronaldo
Cristiano Ronaldo abandonou a 30 de setembro o estágio da seleção, na véspera do jogo com a Dinamarca. "A seu tempo, direi a verdade a todos os portugueses", prometeu o avançado de 41 anos, depois da bomba que caiu sobre o futebol português.
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Gabriel Mec e Souza: “Ontem tive membros da federação brasileira que vieram falar connosco, partilhámos informações sobre eles. O Gabriel Mec é um jogador talentoso, muito habilidoso, foi a maior transferência do mercado, uma oportunidade única que o clube achou na altura certa. É uma alternativa para nós, na Corunha mostrou coisas interessantes. Em termos técnicos tudo sempre ficou muito claro, o que me surpreendeu foi a personalidade, é muito extrovertido, aberto a toda a gente, fácil de falar. Os papéis de Pepe e William ajudaram. Toda a gente ficou impressionado com a ética de trabalho no jogo com o Deportivo, algo que não é negociável para nós. Vai ter um papel a desempenhar na equipa. Souza chega de um grande clube da Premier League, com muito potencial, bom em termos técnicos, percebe bem o jogo. A prioridade dele foi colocá-lo pronto para o que exigimos fisicamente aos nossos laterais. Está num processo de atingir esse nível, todos os dias mais próximo”.

