Bushby, antigo paraquedista do exército britânico, tinha iniciado o desafio de dar a volta ao mundo a pé ou a nado, para terminar na cidade de Hull, no nordeste de Inglaterra.
Ao longo da sua viagem, iniciada no Chile em 1998, percorreu mais de 50 000 quilómetros e passou por 29 países.
Ao longo de quase três décadas, o seu percurso foi interrompido por várias vezes. Moscovo, em particular, recusou-lhe um visto durante anos, depois de ter atravessado a pé o estreito de Bering entre o Alasca e a Rússia, numa travessia realizada com um companheiro norte-americano.
A crise económica de 2008 e a pandemia de COVID-19 também lhe trouxeram contratempos e atrasaram a conclusão da viagem, contou à AFP no final de setembro, enquanto aguardava autorização para atravessar a nado o Canal da Mancha, que liga França ao Reino Unido.
"É bom voltar a sentir o solo britânico"
Na segunda-feira, o explorador saiu da água às 15:30, hora local, na praia de Shakespeare, em Dover, um pouco ofegante, mas com um sorriso nos lábios.
Foi recebido pelos seus entes queridos, bem como pelo cineasta alemão Werner Herzog e pela sua equipa de filmagem, que se deslocaram para imortalizar o acontecimento.
"É bom voltar a sentir o solo britânico debaixo dos meus pés depois de todos estes anos", reagiu.
No entanto, a viagem de Karl Bushby ainda não terminou por completo: ainda tem de percorrer os cerca de 400 quilómetros que o separam de Hull para fechar o círculo, perto da sua terra natal.
