Al Shehri, um talismã saudita que já marcou em Portugal

Al Shehri celebra em Losail
Al Shehri celebra em LosailAFP

O avançado de 29 anos estreou-se em 2020 pela Arábia Saudita e desde então nunca perdeu um jogo oficial. Há 10 anos estava a representar o Beira-Mar no principal escalão do futebol português.

O Campeonato do Mundo é pródigo em criar novos heróis e figuras de culto, jogadores outrora desconhecidos para a grande maioria dos adeptos do futebol mundial que saltam para  ribalta com um momento decisivo. Saleh Al Shehri é um dos primeiros nomes que saltam à vista do Mundial-2022, depois de ter marcado o primeiro golo na surpreendente vitória da Arábia Saudita diante da Argentina (2-1).

O avançado, com o número 11, festeja o golo
O avançado, com o número 11, festeja o goloStatsPerform

Com 29 anos, este avançado conta com grande parte da carreira feita no futebol saudita, onde representa o Al Hilal desde 2019, e será um grande desconhecido para a maior parte dos portugueses. Contudo, Al Shehri já jogou na Liga e, inclusive, marcou.

Corria a época 2011/12 quando se aventurou no futebol português para representar o Mafra. Sem espaço, acabou por rumar ao Beira-Mar, que então disputava o principal escalão. Fez 11 jogos e dois golos pelos aurinegros, numa carreira que de certo não trará grandes memórias. É que se é certo que nas duas partidas em que marcou a formação de Aveiro não perdeu – empates com o Moreirense (1-1) e Vitória de Guimarães (2-2) – o avançado somou por derrotas todos os outros duelos que disputou na Liga (somam-se mais dois empates na Taça da Liga).

Acabou por regressar ao país natal onde se afirmou e construiu uma carreira de sucesso que já conta com três campeonatos locais e duas Liga dos Campeões árabes. De resto, as boas exibições ao serviço do Al Hilal valeram-lhe a chamada à seleção em 2020, onde tem funcionado como um verdadeiro talismã.

Internacional em 21 ocasiões, Al Shehri nunca perdeu um jogo oficial com a Arábia Saudita, somando 12 vitórias (a mais recente diante da Argentina) e dois empates. Os únicos desaires da carreira pela seleção surgiram em dois particulares com Jamaica (1-2) e Croácia (0-1).