As alterações ao Código Mundial Antidopagem obrigam os jogadores integrados no Grupo de Testes Registado (RTP) de uma modalidade a indicar, a partir de 2027, uma janela diária de 60 minutos para controlos durante as competições. Chega assim ao fim a isenção anteriormente concedida ao ténis devido à imprevisibilidade dos horários dos jogadores.
A ITIA, uma entidade independente que protege a integridade da modalidade, anunciou que vai reduzir a dimensão do seu RTP. Cerca de 80% dos jogadores atualmente incluídos no grupo passarão para um grupo de testes alargado, ao qual não se aplicará a exigência diária de 60 minutos.
"Os jogadores que permanecerem no RTP reduzido terão de indicar um período diário de 60 minutos, tal como os atletas de todas as modalidades que cumprem as normas da AMA, tanto dentro como fora de competição", acrescentou a ITIA.
O número de jogadores selecionados nos dois grupos de testes será, de forma geral, consistente com o dos atuais grupos de controlo, e é pouco provável que a frequência e o volume dos testes sofram alterações.
As novas regras vão também proporcionar maior proteção aos jogadores que consigam provar que um teste positivo foi causado por contaminação, nomeadamente através de medicamentos, alimentos ou bebidas, exposição ambiental ou outra pessoa.
Vão ainda permitir maior flexibilidade nas sanções em determinadas circunstâncias, com opções centradas na reabilitação para alguns casos de consumo de drogas recreativas sem relação com o desempenho desportivo.
Os jogadores serão informados em novembro sobre o grupo de testes a que foram atribuídos, embora as classificações individuais não sejam divulgadas publicamente.
Todos os jogadores, independentemente do grupo de testes em que estejam integrados, terão de fornecer uma amostra quando tal lhes for solicitado por um agente de controlo antidopagem. A recusa pode resultar numa suspensão de até quatro anos.
