António José Seguro lembra que Vicente Lucas "deu tudo pelo país"

Vicente Lucas morreu na terça-feira, aos 90 anos
Vicente Lucas morreu na terça-feira, aos 90 anosCF Os Belenenses

Vicente Lucas é hoje recordado como "um homem que deu tudo pelo seu país dentro e fora das quatro linhas", na mensagem do Presidente da República após a morte do antigo futebolista, que fez parte da seleção dos Magriços.

"Foi com profunda tristeza que recebi a notícia do falecimento de Vicente Lucas, aos 90 anos. Portugal perde uma referência incontornável da história do futebol nacional", refere a mensagem de António José Seguro, divulgada pelo Belenenses.

O Presidente da República recorda "a lenda de 'Os Belenenses'” e destaca o percurso do jogador pela seleção: "Foi em Inglaterra, no verão de 1966, que o seu nome ficou para sempre inscrito na memória coletiva dos portugueses. Integrou a equipa dos Magriços que alcançou o terceiro lugar no Campeonato do Mundo, a melhor classificação de sempre da seleção nacional de futebol".

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"A sua memória merece ser preservada e celebrada pelas gerações vindouras. À sua família, amigos, a todos os que com ele privaram e aos dirigentes e adeptos de 'Os Belenenses', endereço as minhas mais sentidas condolências", refere a mensagem presidencial, a terminar.

Vicente Lucas morreu na terça-feira, aos 90 anos. Nascido em Moçambique, mas com dupla nacionalidade, somou 20 internacionalizações pela seleção principal de Portugal, quatro das quais na fase final do Campeonato do Mundo de 1966, em Inglaterra.

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O defesa central foi totalista nos triunfos lusos no Grupo 3 da primeira fase sobre Hungria (3-1), Bulgária (3-0) e Brasil (3-1), jogo no qual ficou celebrizado pela marcação ao avançado Pelé. Também jogou a tempo inteiro na reviravolta vitoriosa frente à Coreia do Norte (5-3) e no êxito sobre a então União Soviética (2-1), que deu uma inédita medalha de bronze a Portugal.

A nível de clubes, só representou o Belenenses como sénior e somou 284 jogos entre 1954 e 1967, tendo conquistado uma Taça de Portugal em 1959/60, numa final frente ao rival lisboeta Sporting (2-1).

No Estádio Nacional, em Oeiras, Vicente Lucas foi capitão e viu o seu irmão Sebastião Lucas da Fonseca, mais conhecido por Matateu e outro dos magriços, marcar o golo da reviravolta dos ‘azuis’, então orientados pelo brasileiro Otto Glória, precisamente o responsável técnico de Portugal na estreia na principal prova internacional de seleções.

Com a morte de Vicente Lucas, que ainda chegou a treinar o Belenenses, apenas três dos 22 convocados por Portugal para o Mundial de 1966 estão vivos, nomeadamente António Simões, José Augusto e Hilário Conceição.

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