“Não é por eu ser campeã do mundo que acabo agora por sentir mais pressão, não. Eu vou ao Campeonato da Europa, competir com as melhores do mundo e eu sei que, neste momento, também faço parte das melhores do mundo, mas também que cada competição é diferente e tudo pode acontecer”, assumiu a atleta do Benfica, em declarações à agência Lusa.
Agate de Sousa, medalha de bronze em Roma-2024, detém o quarto melhor salto do ano, conseguido em fevereiro, ainda antes da vitória sob telha, na Polónia, com 6,97 metros, em Madrid.
“Não é, de todo, um peso, porque nós trabalhámos para a pista coberta e aconteceu o melhor que pôde acontecer naquele momento. E já foi vivido, é algo que eu vou levar comigo para o resto da minha vida, mas, neste momento, o foco está todo voltado para a temporada ao ar livre, que ainda é um bocado longa, porque eu só acabo a minha época em outubro”, assegurou a atleta, de 26 anos.
Há dois anos, Agate de Sousa terminou atrás da alemã Malaika Mihambo e da italiana Larissa Iapichino, campeã e vice, agora, segunda e primeira da hierarquia, com 7,05 e 7,12, respetivamente.
A francesa Hilary Kpatcha também já saltou mais um centímetro do que a portuguesa, que reconhece a imprevisibilidade do desfecho na disciplina.
“O primeiro objetivo é passar à final, depois, aí, sei que tudo pode acontecer, qualquer uma pode chegar ao título, Por isso, não me sinto pressionada por ser campeã do mundo, nem sinto responsabilidade de ter de ganhar. Eu posso chegar lá e ganhar, mas não é, de certeza, com a pressão do meu título na pista coberta”, vincou.
A atleta natural de São Tomé e Príncipe vai disputar a qualificação no sábado, a partir das 11:50, tendo em vista a final, marcada para domingo, último dia dos Europeus, às 20:05.
Instada a apontar objetivos, Agate de Sousa reconheceu que um novo lugar no pódio dos Europeus a deixaria plenamente satisfeita, apesar de advertir que “pode ser para qualquer uma”, tal como melhorar os 7,12 metros do atual recorde nacional, que remonta a 29 de julho de 2008.
“O recorde nacional, da Naide Gomes, é um objetivo que eu tenho para este ano. Não é um objetivo para o Europeu, em específico, é para esta época. Não me vou focar no recorde, porque sei que, se não acontecer, vou tê-lo como objetivo para o ano, outra vez. Eu acredito que possa acontecer, mas, se não acontecer, continua a ser uma meta, continua a ser um objetivo que eu pretendo alcançar”, concluiu.
Agate de Sousa tem como recorde pessoal 7,03 metros, conseguidos em 2023, ainda como são-tomense.
