"Era duro, mas foi uma boa experiência. É sempre uma final, são 200 metros para todos. Claro que as pistas, para quem é entendido no atletismo, fazem um bocado de diferença. Tirei o melhor proveito possível e, se voltar a acontecer ir novamente na pista dois, já sei como reagir melhor", começou por dizer o velocista do Sporting.
Delvis Santos foi sexto classificado na final dos 200 metros, com o tempo de 20,55 segundos, admitindo que, noutra pista, mais central, podia ter sido diferente: "Podia ter lutado pelo terceiro lugar, talvez".
O alemão Owen Ansah, que já tinha conquistado a medalha de bronze nos 100 metros, sagrou-se campeão europeu dos 200, em 19,95 segundos, à frente do britânico Zharnel Hughes, campeão em Munique-2022, segundo (20,16) e do italiano Eseosa Fostine Desalu e do suíço Timothé Mumenthaler, campeão em Roma2024, que partilharam o terceiro lugar (20,26).
O atleta do Sporting, de 27 anos, tinha chegado à final ao melhorar o seu recorde pessoal para 20,23 segundos, tornando-se no segundo português na distância, apenas atrás de Francis Obikwelu, ao bater os 20,30 de David Lima, em 2017.
"Saio daqui com uma final e com o recorde pessoal. Eu gosto muito dos 200 metros, apesar de, em teoria, e até se tivermos em conta as minhas marcas, ser um atleta dos 100. Agora, é voltar para o 'laboratório', treinar. Conseguir ser constante, porque eu prezo muito conseguir uma marca muito boa e não ficar durante muito tempo longe dela. Quero consolidar perto do recorde que fiz para, depois, passar para os 20,0 ou 20,1", explicou.
O melhor resultado português na distância remonta a Gotemburgo2006, quando Obikwelu conquistou a medalha de ouro, com os 20,01 do ainda recorde nacional.
Delvis Santos está ainda inscrito nas estafetas 4x100 metros, cujas eliminatórias vão ser disputadas no sábado, depois de dois dias seguidos em prova nos 200 e de ter falhado as ‘meias’ dos 100 metros, na terça-feira, por doença.
