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Europeus de Atletismo: Mesmo sem recorde, Mariana Machado satisfeita por melhorar marca de entrada

Mariana Machado em Birmingham
Mariana Machado em BirminghamFPA/Sportmedia

A portuguesa Mariana Machado ambicionava melhorar o recorde pessoal nos 10.000 metros na final dos Europeus de atletismo Birmingham-2026, acabando por se conformar com o 14.º lugar.

Estava à espera de bater o meu recorde pessoal, claramente estou a valê-lo, mas a verdade é que a prova não foi propícia para isso. Ainda assim, saio satisfeita por chegar aqui e estar a ganhar competitividade, com o 14.º lugar, depois de chegar como 18.ª”, afirmou a atleta do SC Braga.

Na zona mista do Alexander Stadium, depois de ter cumprido as 25 voltas à pista inglesa em 32.27,09 minutos, ligeiramente acima do seu recorde pessoal (32.11,96), Mariana Machado, de 25 anos, reconheceu a preparação atribulada para esta competição.

A verdade é que não consegui entrar numa competição em que tivesse tempo de entrar em treinos muito específicos. Não deu para preparar os 5.000 e optei pelos 10.000, que achei que podia favorecer-me com uma prova um bocadinho mais rápida. Não foi, mas ainda assim acho que consegui um resultado de valor e estou orgulhosa, acima de tudo, da jornada ter conseguido chegar aqui”, explicou.

A atleta do SC Braga estreou-se nos 10.000 metros em Europeus, depois de ter desistido nos 5.000 em Roma-2024: “Fico satisfeita por estar relativamente saudável e por representar o meu país, isso é o mais importante, e dei tudo lá dentro, pelo que tenho de estar orgulhosa e os portugueses também”.

A italiana Nadia Battocletti sagrou-se bicampeã dos 10.000, tal como tinha feito nos 5.000, merecendo o elogio de Mariana Machado.

Competir com a Nádia Battocletti é muito especial e eu já compito com ela desde que comecei a praticar atletismo. Eu já lhe ganhei uma vez, mas a verdade é que ela está farta de me ganhar a mim e à maior parte de todos os atletas do mundo”, recordou.

Com mestrado em Medicina, a atleta portuguesa destacou a carreira dual da italiana, formada em Engenharia Civil.

Ela não perde uma prova. É extraordinária, em talento, simpatia e tem de ser um exemplo para todos, porque também sempre conciliou os estudos. Nós somos muito mais do que atletas e, por isso, acho que temos um valor incalculável e é também um orgulho para poder estar nesta geração tão exigente que temos”, concluiu.

Battocletti venceu a prova dos 10.000, três dias depois de se ter sagrado bicampeã dos 5.000, repetindo o feito conseguido na capital italiana, à frente da neerlandesa Maureen Koster (31.45,76) e da belga Jana van Lent (31.47,81), segunda e terceira classificadas, respetivamente.

Duas das 16 medalhas de ouro conquistadas por Portugal em Europeus ao ar livre foram nos 10.000, ambas em Helsínquia, por Fernanda Ribeiro, em 1994, e Dulce Félix, em 2012.