A federação russa de atletismo apresentou no início de julho uma nova queixa junto do Tribunal Arbitral do Desporto (TAS) para contestar as sanções da World Athletics.
A entidade que rege o atletismo mundial tinha confirmado dias antes a exclusão dos participantes russos das competições, apesar de o Comité Olímpico Internacional (COI) já ter reintegrado os desportistas russos com vista aos Jogos Olímpicos de 2028 em Los Angeles.
"Gostaríamos de garantir a todos os atletas a possibilidade de participar nos Jogos e que não sejam responsabilizados pelos atos do seu governo", declarou então Kirsty Coventry, chefe do COI.
A World Gymnastics e a União Internacional de Patinagem são algumas das entidades que suavizaram as suas medidas em relação aos atletas russos.
No entanto, não a World Athletics, cujo presidente, o britânico Sebastian Coe, afirmou esta sexta-feira estar disposto a apresentar-se "perante o tribunal arbitral para defender essa posição".
"Não se trata de política nem de passaportes. Trata-se da integridade da competição e esta é a posição que defendemos", explicou o bicampeão olímpico dos 1.500 m, durante o Campeonato Europeu de Atletismo, respondendo indiretamente à federação russa, que afirma que as sanções são "seletivas e politizadas".
A World Athletics criou em 2022 um fundo dedicado a ajudar e apoiar os atletas ucranianos, já que para a entidade não existe "qualquer dúvida de que a capacidade da Ucrânia e dos seus atletas para treinar e competir continuava gravemente comprometida".
No início de julho, a Ucrânia criticou a decisão do COI relativamente à participação russa em Los Angeles, considerando-a "prematura", enquanto a invasão russa prossegue no seu quinto ano.
