O atleta do Benfica, de 25 anos, passou a fasquia a 5,60, à segunda tentativa, igualando o registo de Edi Maia, em Zurique-2014, quando foi oitavo.
“Estou superfeliz, é a minha primeira final. Tive ali alguns problemas com a corrida, pelos bons motivos, porque estava mais rápido do que o normal, as varas estavam a ficar fraquinhas, mas pronto, conseguimos resolver e estamos na final, que é o mais importante”, afirmou Buaró, que tinha feito um nulo na primeira tentativa, a 5,45.
O madeirense melhorou o seu recorde nacional no mês passado para 5,85, três centímetros acima da anterior melhor marca, que já lhe pertencia, desde 2024, quando superou essa fasquia em pista curta.
“Graças a Deus. Tem sido uma boa época, na verdade, treinámos bastante e acho que estou melhor psicologicamente, penso que foi isso que mudou, principalmente. Por isso, estou a fazer uma época mais consistente e estou a voar alto”, reconheceu.
Na final, no domingo, a partir das 19:30, Buaró vai enfrentar o sueco Armand Duplantis, que em março fixou em 6,31 metros o recorde do mundo, na sua 15.ª melhor marca de sempre, mas também o grego Emmanouil Karalis, principais dominadores da disciplina.
“É sempre motivador competir com atletas daquele nível, que estávamos acostumados a ver na televisão, nos Jogos Olímpicos, nos Mundiais, e isso também é importante para nós, porque nos sentimos a crescer. Futuramente, espero lutar por uma medalha com eles”, concluiu.
A marca de qualificação direta para a final do salto com vara estava fixada em 5,80 metros, mas acabou por ficar pelos 5,45 dos 12 primeiros desta fase.
