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Síntese Europeus de atletismo: Amy Hunt ouro nos 200 metros e domina velocidade

Amy Hunt
Amy HuntREUTERS/Andrew Boyers

A britânica Amy Hunt confirmou esta quinta-feira o estatuto de rainha europeia da velocidade, ao juntar o título dos 200 metros ao dos 100, nos Europeus de atletismo Birmingham-2026, com a melhor marca do ano.

Amy Hunt, vice-campeã do mundo em Tóquio-2025, impôs-se em 22,19 segundos, o melhor registo do ano, superando a irlandesa Rhasidat Adeleke, mais vocacionada para os 400 metros, por nove centésimos, num pódio que ficou completo com a também britânica Dina Asher-Smith, duas vezes campeã da Europa e uma do mundo nesta distância, a 10 centésimos.

A atleta de 24 anos está ainda inscrita nas estafetas 4x100 metros feminina e mista, podendo ajudar a reforçar o domínio britânico, depois do ouro de Romell Glave, nos 100 metros, e de Matthew Hudson-Smith, nos 400 metros.

O irlandês Mark English brilhou nos 800 metros, impondo-se em 01.45,26 minutos, superando o surpreendente croata Marino Bloudek, que liderou boa parte da final, por 36 centésimos, e o espanhol Mohamed Attaoui, prata há dois anos, por 45.

Aos 33 anos, Mark English conquistou o seu primeiro título europeu, tornando-se ainda no primeiro homem irlandês a chegar ao ouro em Europeus, depois do bronze em Zurique-2014 e Munique-2022.

Nos 3.000 metros obstáculos, domínio da Alemanha com três atletas nas quatro primeiras posições, com o triunfo a pertencer a Gesa Felicitas Krause, em 09.12,69 minutos, que aguentou bem a pressão da francesa Alice Finot, campeã em título e detentora da melhor marca do ano, que acabou a 1,55 segundos.

A germânica Lea Meyer completava o trio que estava ligeiramente destacado, mas caiu a pouco mais de 100 metros do fim, no penúltimo obstáculo, acabando em quarta, disso beneficiando a compatriota Olivia Gurth, que era quinta, e levou o bronze, a 2,64 segundos da primeira.

Aos 34 anos, Gesa Felicitas Krause garantiu o seu terceiro título europeu, depois de Amsterdão-2016 e Berlim-2018, contando no currículo ainda com a prata em Roma-2024 e o bronze em Helsínquia-2012.

Nas disciplinas técnicas, destaque para o disco, no qual o checo Kristjan Ceh teve a ultima palavra nos vários recordes dos campeonatos da Europa, que fixou em 72.51, num concurso no qual conseguiu quatro lançamentos acima dos 70 metros e repetiu o ouro de Roma-2024: o medalha de prata em Munique 2022 foi campeão do mundo em Oregon-2022 e vice em Budapeste-2023.

O lituano Mykolas Alekna, vice-campeão olímpico em Paris-2024 e já com duas pratas e um bronze mundial, abriu o concurso com o primeiro recorde, a 69,89, que lhe valeu a prata, enquanto o alemão Henrik Janssen fechou o pódio, com 69,53, um novo recorde pessoal.

No salto em comprimento, a italiana Dariya Derkach teve o momento mais alto da sua carreira ao assegurar o ouro, com 14,60 metros, superando a surpreendente belga Saliyya Guisse, com 14,46, num pódio que ficou completo com a promissora búlgara Aleksandra Nacheva, com 14,40.

No salto com vara, a suíça Angelica Moser, com melhores resultados em provas indoor, garantiu o título com 4,80 metros, acompanhada no pódio pela finlandesa Wilma Heltela, ouro em Munique-2022 e bronze mundial em 2023, com 4,75 metros, e pela francesa Marie-Julie Bonnin, campeã do mundo em pista curta, com 4,70.

No decatlo, o alemão Leo Neugebauer, vice-campeão olímpico e campeão mundial, garantiu a sua primeira medalha de ouro europeia, com 8.611 pontos.

O decatleta, de 26 anos, só na última prova assegurou o título, quando surgiu com 154 pontos de avanço sobre o compatriota Niklas Kaul, pelo que podia atrasar-se até 22 segundos: a 200 metros do fim tinha cerca de 10 segundos de atraso e o título parecia garantido, porém cedeu por completo na reta final, terminando a cambalear antes de se atirar para a linha de meta, perante um público atónito.

No fim, Neugebauer impôs-se por somente 38 pontos, com 8.611 pontos, contra os 8.573 do compatriota, enquanto o bronze foi para o norueguês Sander Skotheim, com 8.433.

O Reino Unido reforçou a liderança no medalheiro com quatro ouros, três pratas e um bronze, seguido da Itália com três ouros, duas pratas e um bronze, enquanto Portugal integra um trio de 20.º, com uma de bronze.


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