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Síntese dos Europeus de Atletismo: Tamberi e Battocletti douraram a ascenção italiana

Gianmarco Tamberi revalidou o título no salto em altura
Gianmarco Tamberi revalidou o título no salto em alturaREUTERS/Andrew Boyers

Os italianos Gianmarco Tamberi, no salto em altura, e Nadia Battocletti, nos 10.000 metros, destacaram-se no quinto dia dos Europeus de atletismo, repetindo, com classe, êxitos do passado e levando o país a liderar o medalheiro.

Campeão olímpico, partilhado, com o catari Mutaz Essa Barshim, em Tóquio-2020, e já com três cetros europeus, Gianmarco Tamberi revalidou o título, o quarto, graças a um salto a 2,32 metros, o seu melhor desde 2024, após ultrapassar dois anos difíceis.

O transalpino, de 34 anos, que tinha mesmo equacionado por termo à carreira, transpôs a fasquia à segunda tentativa, enquanto o ucraniano Oleh Doroshchuk, que até ali realizou um percurso imaculado, foi incapaz de o fazer, ficando-se pelos 2,30: o bronze foi igualmente italiano, para Matteo Sioli, com 2,27.

Medalhada de prata nos 10.000 e de bronze nos 5.000 nos Mundiais Tóquio-2025, Nadia Battocletti tornou-se num dos nomes maiores destes Europeus ao repetir a dobradinha de há dois anos, vencendo, com grande à vontade, a competição dos 10.000 metros, depois de já ter sido campeã nos 5.000, tal como em Roma-2024.

Com um trio isolado na frente nas duas últimas voltas – a britânica Megan Keith, bronze em 2024, atacou aos 7.000, mas estourou aos 9.200 e acabou em oitavo -, a transalpina atacou, imparável, a 200 metros do fim para concluir em 31.41,17 minutos, deixando a neerlandesa Maureen Koster a 4,59 segundos e a belga Jana van Lent a 6,64, ambas com os seus melhores resultados de sempre.

Mariana Machado foi 14.ª, em 32.27,09, longe do seu recorde pessoal de 32.11,96, fixado este ano.

O Reino Unido tem dominado na velocidade, mas Zharnel Hughes, campeão em Munique-2022, não foi além do segundo lugar nos 200 metros, em 20,16 segundos, atrás do alemão Owen Ansah, que já tinha conquistado a medalha de bronze nos 100 metros, e que triunfou em 19,95.

O terceiro posto foi partilhado pelo italiano Eseosa Fostine Desalu e pelo suíço Timothé Mumenthaler, campeão em Roma-2024, ambos com 20,26, enquanto o luso Delvis Santos foi sexto, em 20,55.

O norueguês Karsten Warholm confirmou o seu amplo favoritismo e deixou um grande fosso para o segundo nos 400 metros barreiras, que concluiu em 46,63 segundos, superando o alemão Emil Agyekum por 1,24 segundos e o turco Ismail Nezir por 1,63.

Sem rivais à altura, Warholm conseguiu o seu quarto título europeu nesta distância, na qual foi campeão olímpico em Tóquio-2020 e vice em Paris-2024, além de deter três cetros mundiais.

Depois de ter sido prata no peso, a neerlandesa Jorinde van Klinken levou o ouro no disco e assumiu a sucessão da heptacampeã Sandra Elkasevic, impondo-se com 67,67 metros, logo ao primeiro lançamento, numa final em que Liliana Cá, de 39 anos, foi oitava, com 60,87, no seu primeiro lançamento, num concurso em que teve quatro nulos.

Depois de três bronzes em Europeus, a alemã Shanice Craft subiu um degrau até à prata, com 65,72, num pódio que ficou completo com a sueca Vanessa Kamga, com 64,61.

A suíça Audrey Werro, de apenas 22 anos, conquistou o seu primeiro título internacional ao impor-se nos 800 metros com recorde dos campeonatos, em 1.54,81 minutos, à frente da britânica campeã olímpica Keely Hodgkinson, 20 centésimos mais lenta, e da neerlandesa Femke Broeders-Bol, bicampeã do mundo dos 400 metros e há menos de um ano a treinar esta distância, a 73 centésimos.

Vários observadores classificavam esta prova como a corrida do ano, por juntar pela primeira vez as três atuais melhores do mundo, ainda assim insuficiente para ameaçarem o recorde do mundo de 1.53,28 da checa Jarmila Kratochvílová, em 1983.

Com os dois triunfos de hoje, a Itália passou a liderar o medalheiro, com cinco medalhas de ouro, duas de prata e três de bronze, à frente do Reino Unido, com quatro ouros, cinco pratas e um bronze.