Num artigo publicado na revista Time, Felix disse que se está a preparar para o que espera ser a sua sexta participação olímpica, que será na sua cidade natal e quando tiver 42 anos.
"Este é um regresso a casa que só acontece uma vez na vida", disse Felix. " É a única coisa suficientemente forte para me trazer de volta", acrescentou.
A americana é a atleta olímpica mais condecorada do atletismo.
Ganhou a sua única medalha de ouro individual na prova dos 200m em Londres-2012, mas somou ouros colectivos na estafeta 4x400 em Pequim-2008, Londres-2012, Rio-2016 e Tóquio-2021; e conquistou títulos na estafeta 4x100 em 2012 e 2016.
Também ganhou prata nos 200m em 2004 e 2008, e a mesma medalha nos 400m em 2016. Em Tóquio, ganhou o bronze nos 400m.
Felix tem sido uma forte defensora do regresso das mulheres ao desporto de competição depois de terem filhos. Deu à luz uma filha em 2018 e um filho em 2024.
Assistiu aos Jogos Olímpicos de Paris-2024 como espectadora e descobriu que tinha saudades dos seus dias de competição.
"Já não estou no meu auge desportivo"
"Foi definitivamente um misto de emoções", confessou à Time. "Houve alturas em que pensei: 'Oh, isto é fantástico. É tão emocionante estar nas bancadas e viver isto do outro lado", disse.
"E depois houve alturas em que pensei: 'Sabes? Sinto falta desta sensação", assumiu.
Allyson também conquistou um recorde de 20 medalhas nos Campeonatos Mundiais - o maior número de um atleta, masculino ou feminino - incluindo 14 títulos.
A atleta, que também é membro da Comissão de Atletas do Comité Organizador de LA-2028, disse que é realista quanto ao seu objetivo.
"Sei que aos 40 anos não estou no meu auge desportivo. Não tenho ilusões quanto a isso", admitiu.
"Provavelmente censurar-me-ia por não ter tentado", acrescentou. "Independentemente do resultado, estarei lá com os meus filhos, a desfrutar do ambiente e a torcer por todos os concorrentes", concluiu.
