Recorde as incidências do encontro
O jogo era decisivo e as duas equipas assumiram o peso da responsabilidade desde o primeiro momento. A intensidade da partida foi alta e quase inquebrável. Os rostos desgastados dos jogadores ao longo do encontro mostraram que dragões e águias iriam até à última gota de suor para vencer esta tarde, embora por razões diferentes.
Emoção esteve no equilíbrio
A obrigação estava mais do lado do Benfica. Tetracampeão em título, o conjunto encarnado jogava a hegemonia nesta partida, mas o ímpeto azul e branco podia fazer a diferença novamente no Dragão Arena, depois de um triunfo claro no jogo 3. Os ingredientes em cima da mesa ditaram um duelo equilibrado e o resultado ao intervalo (37-35) traduziu isso mesmo.
Depois de uma boa entrada em cena, a equipa de Fernando Sá viu o Benfica chegar pela primeira vez à liderança (12-13) após uma jogada de três pontos de Dziewa e chegou ao fim do primeiro período com uma vantagem de apenas um ponto (18-17), na sequência de um cesto de Miguel Queiroz.

As mudanças na liderança do marcador foram constantes e as vantagens curtas - o Benfica esteve a vencer por cinco pontos (21-26) e o FC Porto por seis (32-26) -, como seria de esperar num duelo decisivo pelo título.
Mais eficaz na zona de lance livre do que na partida anterior (77,8% ao intervalo), o conjunto de Norberto Alves apresentou-se mais concentrado do que no jogo 4 e reduziu a desvantagem para dois pontos (37-35) num lançamento de Broussard, que chegou ao intervalo com 17 pontos, em cima da buzina, e animou ainda mais a segunda parte.
Dragão Arena carregou o novo campeão
O experiente norte-americano continuou a carregar os encarnados após o descanso e foi mesmo o primeiro a atingir os 20 pontos, depois de abrir o terceiro período com mais um triplo, mas teve resposta à altura da parte de Allen-Wiliams.
Numa altura em que o Benfica chegava à maior vantagem da partida (44-51), o norte-americano entrou para o último período com 24 pontos (seis triplos) e reduziu a diferença para o FC Porto (55-57).
O ascendente portista na reta final do terceiro período manteve-se nos 10 minutos finais. O conjunto de Fernando Sá voltou à dianteira (58-57) com dois pontos de Corey Allen, que também esteve inspirado da zona de triplo, e chegou pela primeira vez aos oito pontos de diferença (70-62).
Norberto Alves solicitou pausa técnica depois da pior fase das águias para tentar quebrar a falta de eficácia da equipa na fase decisiva. Um triplo de Dziewa agarrou os encarnados ao jogo e ao título, mas o FC Porto manteve o sangue frio e voltou a ser campeão nacional de basquetebol, 10 anos depois!

