Basquetebol: Luís Magalhães dá "mérito" a FC Porto "diabólico", Fernando Sá explica "relaxamento"

Fernando Sá, treinador do FC Porto
Fernando Sá, treinador do FC PortoFC Porto

Declarações após o quarto jogo das meias-finais da Liga masculina de basquetebol entre FC Porto e Sporting, disputado este domingo no Dragão Arena, no Porto, e que os dragões ganharam, por 94-86.

Recorde as incidências do encontro

Fernando Sá (treinador do FC Porto):

“Tivemos algum relaxamento quando o Sporting meteu os jogadores da rotação e isso não pode acontecer. Temos de respeitar todos os jogadores da mesma maneira e os planos de jogo têm de ser cumpridos.

Sempre que relaxamos e deixamos que eles lançassem com tranquilidade e ganhar ressaltos defensivos e ofensivos rapidamente um jogo mudou.

Demorámos a reagir, até porque a alteração do resultado não foi imediata, foi gradual. A ficha caiu no momento em que o Sporting passou para a frente e voltámos outra vez ao nosso plano de jogo, limitando as ações ofensivas do Sporting e ganhando mais ressaltos.

Ganhámos por uma vantagem confortável relativamente ao tempo que falta de jogo e foi uma vitória merecida pelo trajeto que fizemos neste play-off.

Jogámos com um adversário que ganhou duas competições esta época, que fez uma excelente época, e sabíamos que ia ser extremamente complicado, pelo que este triunfo é muito importante por todos os problemas que tivemos durante a época e continuámos a ter.

Muito pouca gente acreditava que pudéssemos chegar à final, mas já lá estamos.  

O Benfica já vai com quatro títulos seguidos, é uma equipa habituadíssima a jogar finais, que tem jogadores experientes e está construída com bases sólidas há muitos anos e nós temos esta semana para recuperar, treinar, para conseguirmos competir e alcançar esse objetivo que é o titulo nacional”.

Luís Magalhães (treinador do Sporting):

“Não entramos muito mal, mas o FC Porto entrou diabólico e fez 30 pontos nos primeiros sete minutos. Conseguimos parar o FC Porto durante três minutos, recuperamos alguma coisa e depois fomos paulatinamente à procura do resultado com paciência e das melhores soluções e conseguimos até passar para a frente.

No momento em que conseguimos passar a frente, mais uma vez, a grande pecha da nossa equipa, que são os ressaltos, fez-se sentir. Falta-nos um jogador que consiga garantir sete, oito, dez ressaltos por jogo.

O FC Porto ganhou depois outra vez alguma vantagem e foi gerindo muito bem, porque, mesmo quando os outros jogadores tremeram, passavam a bola ao Cornelius (Hudson) e ele, que tem muita qualidade, resolvia. Infelizmente para nós, ele apareceu e o FC Porto acabou por ganhar com mérito.

Queremos conquistar títulos, mas só temos cinco estrangeiros. Deu-me um gozo tremendo trabalhar com esta equipa, porque é espetacular, tem gente nova, de primeiro e segundo ano, porque soma essa gente é que conseguimos pagar, porque o nosso orçamento, comparativamente com o dos outros, é muito baixo.

Os nossos jogadores foram enormes. Fomos a equipa portuguesa que nas competições europeias foi mais longe e tivemos mais seis jogos do que os outros”.

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