Recorde as incidências do encontro
Fernando Sá (treinador do FC Porto):
“Tivemos algum relaxamento quando o Sporting meteu os jogadores da rotação e isso não pode acontecer. Temos de respeitar todos os jogadores da mesma maneira e os planos de jogo têm de ser cumpridos.
Sempre que relaxamos e deixamos que eles lançassem com tranquilidade e ganhar ressaltos defensivos e ofensivos rapidamente um jogo mudou.
Demorámos a reagir, até porque a alteração do resultado não foi imediata, foi gradual. A ficha caiu no momento em que o Sporting passou para a frente e voltámos outra vez ao nosso plano de jogo, limitando as ações ofensivas do Sporting e ganhando mais ressaltos.
Ganhámos por uma vantagem confortável relativamente ao tempo que falta de jogo e foi uma vitória merecida pelo trajeto que fizemos neste play-off.
Jogámos com um adversário que ganhou duas competições esta época, que fez uma excelente época, e sabíamos que ia ser extremamente complicado, pelo que este triunfo é muito importante por todos os problemas que tivemos durante a época e continuámos a ter.
Muito pouca gente acreditava que pudéssemos chegar à final, mas já lá estamos.
O Benfica já vai com quatro títulos seguidos, é uma equipa habituadíssima a jogar finais, que tem jogadores experientes e está construída com bases sólidas há muitos anos e nós temos esta semana para recuperar, treinar, para conseguirmos competir e alcançar esse objetivo que é o titulo nacional”.
Luís Magalhães (treinador do Sporting):
“Não entramos muito mal, mas o FC Porto entrou diabólico e fez 30 pontos nos primeiros sete minutos. Conseguimos parar o FC Porto durante três minutos, recuperamos alguma coisa e depois fomos paulatinamente à procura do resultado com paciência e das melhores soluções e conseguimos até passar para a frente.
No momento em que conseguimos passar a frente, mais uma vez, a grande pecha da nossa equipa, que são os ressaltos, fez-se sentir. Falta-nos um jogador que consiga garantir sete, oito, dez ressaltos por jogo.
O FC Porto ganhou depois outra vez alguma vantagem e foi gerindo muito bem, porque, mesmo quando os outros jogadores tremeram, passavam a bola ao Cornelius (Hudson) e ele, que tem muita qualidade, resolvia. Infelizmente para nós, ele apareceu e o FC Porto acabou por ganhar com mérito.
Queremos conquistar títulos, mas só temos cinco estrangeiros. Deu-me um gozo tremendo trabalhar com esta equipa, porque é espetacular, tem gente nova, de primeiro e segundo ano, porque soma essa gente é que conseguimos pagar, porque o nosso orçamento, comparativamente com o dos outros, é muito baixo.
Os nossos jogadores foram enormes. Fomos a equipa portuguesa que nas competições europeias foi mais longe e tivemos mais seis jogos do que os outros”.
