Na noite de quarta-feira, a equipa texana deixou escapar uma vantagem de 14 pontos na segunda parte e acabou por perder por 105-95 perante os seus adeptos no arranque da eliminatória, em que partia como favorita.
Após uma noite de reflexão, Wembanyama sublinhou esta quinta-feira que os Spurs podem inverter a eliminatória simplesmente recuperando o seu basquetebol "normal".
"Acho que a razão pela qual perdemos esse jogo nem sequer é técnica", disse o gigante francês.
"Temos de encarar o jogo com uma mentalidade melhor. Só temos de fazer o nosso jogo. Só temos de ser normais. Não precisamos de fazer nada de extraordinário", garantiu o poste, que somou 26 pontos e 12 ressaltos, mas com uma má seleção de lançamento.
Ao dizer "normal", Wembanyama referia-se à concentração e ao esforço coletivo que impulsionaram os Spurs ao segundo geral da fase regular e a destronar o campeão em título, Oklahoma City Thunder, na final da Conferência Oeste.
"Normal significa confiar uns nos outros, confiar nos deuses do basquetebol, confiar no plano de jogo, executá-lo e não depender tanto do talento para marcar lançamentos ou para salvar o dia", explicou.
"Temos estado a jogar de determinada forma durante toda a época. Foi assim que tivemos sucesso. Não há razão para mudar no dia em que começam as Finais", afirmou Wembanyama, que na véspera descreveu a sua exibição como "má" depois de falhar 15 dos seus 21 lançamentos de campo.
No mesmo sentido, o treinador dos Spurs, Mitch Johnson, afirmou que vai trabalhar com os seus jogadores para melhorar o jogo coletivo e a seleção de lançamento perante a forte defesa dos Knicks.
As 16 assistências feitas no total pelos jogadores de San Antonio "não refletem o que é este programa desde que estou aqui, e desde décadas antes de eu chegar", disse Johnson.
"No que diz respeito ao nosso jogo ofensivo como equipa e à nossa identidade, não jogámos o suficiente a passar a bola, não exercemos pressão suficiente nem atacámos o cesto na área pintada", referiu. "Isso fez com que tudo dependesse de acertar ou falhar lançamentos".
"Nova Iorque merece muito crédito por isso", reconheceu Johnson.

