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Semana na NBA: As lesões acumulam-se, Steph Curry e Kyrie Irving recuam no tempo

Stephen Curry teve um início de época extraordinário
Stephen Curry teve um início de época extraordinárioČTK / AP / Justine Willard / Flashscore

Com o regresso da NBA, está de volta a nossa rubrica habitual, NBA Weekly, que analisa as principais histórias e momentos dos últimos sete dias na maior e melhor liga de basquetebol do mundo.

A NBA foi atingida por uma onda de lesões

Passaram apenas duas semanas desde o início da época 2026/27 da NBA e a liga já está a ser assolada por lesões. Os adeptos já viram inúmeros jogadores lesionarem-se um pouco por toda a NBA, e a lista de indisponíveis não para de crescer. A 28 de outubro de 2026, nada menos do que 79 jogadores figuravam nos relatórios de lesões. Isso representa cerca de 15% de toda a liga.

Infelizmente, os problemas físicos já se tornaram uma das principais histórias da liga, e ainda só passaram duas semanas. Em vez de exibições de cortar a respiração e lançamentos incríveis, os adeptos têm de ler notícias sobre as suas superestrelas afastadas da competição.

Os Indiana Pacers vão ficar sem Tyrese Haliburton durante pelo menos duas semanas, devido a uma lesão muscular na coxa. O mesmo acontece com Detroit Pistons e Jalen Duren, bem como com Ja Morant, embora Morant vá ser reavaliado ao fim de quatro semanas. Charlotte Hornets continuam sem Kon Knueppel, que sofreu uma lesão muscular na coxa durante a pré-época.

Toronto Raptors deverão ficar sem Kawhi Leonard durante várias semanas, devido a um inchaço no joelho. Por sua vez, Oklahoma City Thunder perderam Jalen Williams, que sofreu uma fratura impressionante da fíbula e uma luxação do tornozelo frente aos Los Angeles Clippers. É provável que fique afastado durante o resto da época 2026/27. O seu companheiro de equipa, Cason Wallace, também sofreu uma lesão grave no ombro e deverá ficar de fora durante vários meses.

Sacramento Kings perderam Ben Simmons devido a uma rotura do tendão de Aquiles ainda antes do início da época, enquanto a superestrela dos Minnesota Timberwolves, Anthony Edwards, poderá ficar afastada até dois meses depois de ser submetido a uma intervenção artroscópica ao joelho. E a lista continua.

Os Oklahoma City receberamu mais um duro golpe: o titular Chet Holmgren vai ficar de fora durante 8 a 10 semanas devido a uma rotura do tendão rotuliano direito.

Esta enorme onda de lesões é anormal, e os jogadores da NBA estão a ser duramente castigados pelos problemas físicos. Vários candidatos ao título já estão a ser obrigados a repensar as suas rotações, enquanto as equipas com menos profundidade poderão ter dificuldades em continuar competitivas.

Embora as lesões sejam uma parte inevitável do desporto profissional, é preocupante ver tantos jogadores importantes afastados antes de a época sequer chegar ao primeiro mês. A esperança é que a maioria destas ausências seja relativamente curta, mas a situação das lesões na NBA neste início de época é inquietante.

Num mundo com opções de treino de topo, ferramentas de recuperação e equipamentos de preparação física, o número de jogadores lesionados deveria fazer soar todos os alarmes. As exigências de rendimento tornaram-se simplesmente demasiado elevadas para um corpo humano? Disputar 82 jogos na fase regular será simplesmente demasiado?

Estas são questões que a liga talvez tenha de começar a levar mais a sério. Afinal, os adeptos querem ver os melhores jogadores a competir nos maiores palcos, não a passar mais tempo na sala de tratamento do que no campo.

Michaela Trider

Stephen Curry impulsiona a recuperação dos Warriors

Quatro jogos, quatro vitórias - e Stephen Curry no centro da recuperação. O base de 38 anos marcou 99 pontos nas três partidas em que participou esta semana, lembrando à NBA que continua a pertencer à elite. Depois de começarem a época com três derrotas consecutivas, os Golden State Warriors responderam com quatro triunfos seguidos e passaram a ter um registo positivo de 4-3.

Curry começou com uma noite perfeita no lançamento, em Denver, ao marcar 24 pontos sem falhar qualquer tentativa: 8 em 8 nos lançamentos de campo, incluindo três triplos, e 5 em 5 da linha de lance livre, numa vitória por 134-114. Dois dias depois, somou 44 pontos, oito ressaltos e seis assistências, numa vitória dos Golden State sobre Minnesota por 119-114. Duas exibições diferentes, com o mesmo desfecho.

Mas o duelo de sexta-feira com os Los Angeles Lakers proporcionou o momento alto da semana. Diante de um Luka Doncic em grande forma, que já tinha marcado 52 pontos frente ao Utah no início da época, os Warriors chegaram a estar a perder por 25 pontos. Recuperaram a desvantagem antes do intervalo e acabaram por triunfar por 112-95 no Chase Center.

Curry terminou com 31 pontos, quatro ressaltos e seis assistências, ao converter oito dos seus 14 triplos, e ultrapassou Dominique Wilkins para subir ao 18.º lugar da lista dos melhores marcadores de sempre da NBA. Doncic marcou 37 pontos, mas o banco dos Golden State também teve uma contribuição decisiva, superando os suplentes dos Lakers por 50-7.

Os Warriors mantiveram a série de vitórias no domingo, derrotando os Clippers apesar das ausências de Curry, Draymond Green, Jimmy Butler e Kristaps Porzingis. O rookie Yaxel Lendeborg assumiu o protagonismo com 37 pontos, ajudando os Golden State a somarem a quarta vitória consecutiva. Depois de Curry ter impulsionado a recuperação no início da semana, os Warriors fecharam-na mostrando que também conseguem ganhar sem ele.

Natalie Csurillova

Flagg e Kyrie são motivos para acreditar a Dallas

Depois de uma época dolorosa para os Dallas Mavericks, os adeptos entraram na nova temporada com um otimismo renovado. Dusty May substituiu Jason Kidd como treinador, enquanto Kyrie Irving regressou após 18 meses afastado devido a uma lesão no ligamento cruzado anterior.

Juntar um talento geracional e o Rookie of the Year da época passada, Cooper Flagg, a Kyrie era uma perspetiva entusiasmante para os Mavs, embora fosse natural esperar algumas dificuldades de adaptação. Isso era ainda mais verdade tendo em conta o complicado calendário inicial.

Ainda assim, a equipa impressionou nos primeiros seis jogos. Depois de perder dois dos três primeiros encontros, somou três vitórias consecutivas na última semana, derrotando o Miami Heat e os Thunder, antes de pôr fim ao início invicto dos Houston Rockets.

Com apenas 19 anos, Flagg tem sido absolutamente extraordinário, com médias de 26,8 pontos, seis ressaltos e 6,6 assistências por jogo, além de uma eficácia de lançamento de 55,7%. Kyrie tem recuperado o ritmo enquanto regressa da lesão, mas ele e Flagg mostraram frente aos Rockets o quão dinâmica pode ser a dupla.

Na vitória por 116-11, Kyrie marcou 35 pontos, enquanto o jogador 15 anos mais novo somou 33. Foi uma atuação que lembrou a dupla formada por Doncic e Kyrie, que os adeptos dos Mavs viram há duas épocas e que levou a equipa às Finais da NBA.

O início de 4-2 é melhor do que a maioria dos adeptos dos Mavs esperava. Voltaram a ter motivos para acreditar. Com Flagg e Kyrie a liderarem o caminho, podem voltar a desfrutar de ver a sua equipa.

Tolga Akdeniz

Darius Acuff Jr. é o raio de sol dos Kings?

Após quase duas semanas de ação na NBA, há apenas uma equipa que ainda não venceu qualquer jogo: os Kings. Infelizmente, era algo esperado de uma franquia que atravessa dificuldades há 20 anos, com apenas uma presença nos playoffs durante esse período.

Apesar de um plantel que parece relativamente forte no papel, liderado por Domantas Sabonis e Zach LaVine, tudo parece ser em vão: não há uma verdadeira hipótese de chegar aos playoffs, não há reconstrução nem resultados. A próxima época parece pouco promissora, mas a primeira peça de uma recuperação genuína poderá ter sido encontrada no draft: Darius Acuff Jr.

Após apenas seis jogos, já deixou a sua marca na história da equipa: tornou-se o jogador mais jovem a marcar mais de 30 pontos em pelo menos dois jogos consecutivos, retirando um certo Oscar Robertson dos livros dos recordes.

Ainda assim, esta "revelação" tem, naturalmente, de ser contextualizada, sobretudo através de uma estatística. Acuff Jr. é, neste momento, simplesmente o jogador que mais lança na NBA, com 24 tentativas por jogo — até mais do que Doncic!

Assim, embora esteja atualmente entre os dez melhores marcadores da NBA, é o único com uma percentagem de lançamentos de campo inferior a 40% (39,6%). Mas, claro, conta com toda a confiança da sua franquia, que lhe permite jogar como entende. É evidente que Sacramento não tem ambições esta época, pelo que o rookie poderá desenvolver o seu jogo e melhorar a eficácia dos lançamentos.

Também é um passador habilidoso, com uma média de 6,3 assistências por jogo. Está entre os 20 melhores neste capítulo, o que sugere um futuro brilhante como base. Mas nem todos os jogadores promissores chegam a All-Stars. E as perspetivas de Sacramento são pouco animadoras no que diz respeito ao rendimento coletivo.

Isso poderá, na verdade, custar a Acuff Jr. o prémio de Rookie of the Year. Mas, acima de tudo, o que conta é o que acontecer a seguir. Se brilhar individualmente, sem qualquer dinâmica coletiva, será rotulado como mais um Carmelo Anthony? Seria uma excelente conquista a nível individual. Só que a franquia dos Kings, há muito a chacota da liga, quererá certamente mais.

Será Darius Acuff Jr. o homem capaz de liderar a sua verdadeira recuperação?

Sébastien Gente

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