Lin derrotou a norte-coreana Won Un Gyong por 4-1 na categoria feminina de 60 kg, em Nagoia, garantindo a passagem às meias-finais e mantendo o objetivo de conquistar o seu segundo ouro nos Jogos Asiáticos.
A atleta disse à AFP, antes da competição continental, que tinha pensado retirar-se depois dos Jogos Olímpicos de Paris, mas decidiu continuar a competir, em parte para desafiar aqueles que questionavam a sua elegibilidade.
Lin e a argelina Imane Khelif foram desqualificadas do Mundial de 2023 pela Associação Internacional de Boxe (IBA), depois de a organização ter afirmado que não passaram em testes de elegibilidade de género que também não foram especificados.
O Comité Olímpico Internacional (COI) permitiu-lhes, no entanto, competir em Paris, afirmando que eram vítimas de "uma decisão repentina e arbitrária" por parte da desacreditada IBA.
Outra medalha para o seu palmarés
Esta decisão foi muito criticada e deu lugar a uma polémica que ultrapassou o âmbito desportivo, já que personalidades de vários quadrantes, como o presidente norte-americano Donald Trump, o empresário Elon Musk e a escritora britânica J.K. Rowling, se juntaram às vozes que exigiam que não fosse permitida a participação das duas pugilistas.
Ambas acabaram por conquistar o ouro. Lin sagrou-se campeã na categoria de 57 kg na capital francesa, mas subiu de categoria de peso para os Jogos Asiáticos no Japão.
Já tinha conquistado o ouro na categoria de 57 kg nos últimos Jogos Asiáticos, realizados em Hangzhou, na China, em 2023.
