"O argentino tem um tempo estimado de paragem de oito semanas", acrescentou o Flu. Caso a projeção se confirme, Cano fica de fora de uma eventual meia-final da Libertadores e de pelo menos sete jogos no Brasileirão.
Suplente utilizado com frequência nas últimas partidas, Cano vinha sendo peça constante na rotação do setor ofensivo. O argentino surgia como a primeira opção do técnico Marcão para o duelo contra o Atlético Mineiro, no sábado, uma vez que uma cláusula contratual impede o titular de defrontar o ex-clube.
A ausência de Cano abre caminho para Castillo voltar a ter oportunidades. Reforço mais caro da história do Fluminense, o jogador perdeu espaço com Marcão e não joga desde o empate sem golos com o Independiente Rivadavia, na primeira mão dos oitavos de final da Libertadores.
Esta nova lesão prolonga uma sequência conturbada de problemas físicos vividos por Cano nas últimas três temporadas. No início de 2026, o atleta esteve afastado mais de um mês devido a um problema no joelho sofrido durante a pré-época, tendo recuperado apenas em abril, no duelo com o Corinthians.

Ao todo, o avançado disputou 15 partidas na atual temporada e balançou as redes em apenas uma ocasião, quando assinou o golo da vitória por 3-2 sobre o Palmeiras.
Ignácio também de fora
O Fluminense confirmou igualmente uma lesão de grau 2 no músculo anterior da coxa esquerda do central Ignácio. O prazo de recuperação estimado é de duas semanas.
Baixa de última hora na primeira mão frente ao Platense, o defesa continuará fora das opções para o jogo da segunda mão, na próxima terça-feira. Ignácio vinha a ser titular indiscutível após o Mundial e atravessava um dos seus melhores momentos desde a chegada ao clube, em 2024.

Sem Ignácio, a tendência é que Julián Millán continue a ganhar espaço no eixo defensivo tricolor, replicando a escolha de Marcão na partida da primeira mão. O treinador conta ainda com Freytes, Jemmes e Igor Rabello como alternativas para alinhar ao lado de Thiago Silva.
