“Ontem (na sexta-feira) foi um dia muito duro e no final perdi um minuto para o (Davide) Piganzoli. Hoje, apenas tentei lutar. Toda a equipa acreditou em mim e isso deu-me mais força e apenas lutei até ao final”, assumiu.
No final dos 200 quilómetros da 20.ª e penúltima etapa, entre Gemona del Friuli e Piancavallo, ganha pelo dinamarquês Jonas Vingegaard (Visma-Lease a Bike), Eulálio foi sétimo, a 2.03 minutos, aumentando para 1.13 minutos a vantagem sobre o italiano Davide Piganzoli (Visma-Lease a Bike) na classificação da juventude.
Na subida final, Eulálio tentou “seguir os homens da INEOS, (Thymen) Arensman e (Egan) Bernal”, mas sentiu que “era de mais”.
“Abrandei um pouco, respirei. Depois o Piganzoli chegou com um ritmo muito forte. Apenas tentei sobreviver. Respirei na zona plana e depois tinha pernas para um último esforço”, explicou o português, que atacou dentro dos dois quilómetros, deixando o italiano para trás.
Além da vitória na classificação da juventude, Eulálio segurou ainda o sexto lugar da geral, a 9.39 de Vingegaard, antes dos 130 quilómetros finais do 109.º Giro, em Roma, um circuito que “é sempre difícil”.
“Mas depois da corrida vamos desfrutar, a equipa toda. Foi uma loucura, sofremos tanto nestas três semanas, mas chegámos ao final com alguma coisa, é muito bom”, referiu.
Esta é segunda grande Volta para Eulálio, que, na corsa rosa de 2025, acabou por desistir na 19.ª etapa, quando era 69.º classificado.
“No ano passado, fui para casa dois dias antes (da chegada a Roma). Já é um recorde para mim terminar o Giro”, brincou.
O corredor natural da Figueira da Foz vai tornar-se no quarto português a terminar o Giro nos 10 primeiros lugares, juntando-se a João Almeida, José Azevedo, Acácio da Silva.
