Giro: Eulálio ouviu o público gritar "Afonso, Afonso" enquanto festejava com Vingegaard

Afonso Eulálio após o fim do Giro
Afonso Eulálio após o fim do GiroEUTERS/Jennifer Lorenzini

Afonso Eulálio confessou que foi um privilégio partilhar o pódio final da 109.ª Volta a Itália com o campeão Jonas Vingegaard, “um dos melhores ciclistas de sempre”, e ouvir o público gritar o seu nome em Roma.

“É um prazer partilhar o pódio com o Jonas, que é um dos melhores ciclistas de sempre. Estar lá com ele é de loucos. Vi os filhos e a mulher dele, todos a gritar o meu nome 'Afonso, Afonso'… é inacreditável”, descreveu em declarações aos meios oficiais da Volta a Itália.

Aos 24 anos, o português da Bahrain Victorious foi o melhor jovem da 109.ª edição, que terminou em Roma com Vingegaard como vencedor, subindo ao pódio final para vestir a maglia bianca, conquistada graças ao seu sexto lugar na geral.

“Quando chegar a casa, tiver um tempo para descansar e estar tranquilo, vou começar a pensar que fiz top 10 no Giro”, respondeu, depois de ter reconhecido que ainda não conseguiu assimilar o seu feito.

O figueirense vai regressar a Portugal com o título de melhor jovem numa prova que liderou durante nove dias, sendo o segundo luso que mais tempo o fez apenas atrás de João Almeida (15 em 2020), e o terceiro melhor resultado de sempre de um português em 109 edições.

Às vezes, faço coisas muito boas, como no ano passado fiz top 10 nos Mundiais (foi nono). Às vezes, sigo o (Tadej) Pogacar, mas ainda tenho tanto para aprender. Vou continuar a trabalhar e a aprender e espero fazer mais coisas boas no futuro”, salientou.

Eulálio disse ainda gostar “mesmo da Volta a Itália”, garantindo que quer regressar no futuro.

“Não sei se para o ano, tenho de ver com a equipa. Mas quero regressar. No meu primeiro ano com a equipa, disse que era a minha corrida favorita. Estreei-me em grandes Voltas aqui, voltei e fiz este Giro fantástico”, notou.

Na sua segunda participação em grandes Voltas, depois de ter desistido na antepenúltima etapa da passada edição da prova italiana, o antigo campeão nacional de fundo de sub-23 (2022) tornou-se também no terceiro luso a conquistar uma camisola no Giro e o segundo a vencer a juventude, após João Almeida há três anos.

“Foi um sonho viver este Giro, foi incrível (...). Agora, quero desfrutar do que vivi e desligar da bicicleta e, quando regressar, fazê-lo pouco a pouco. E, depois sim, ver com a equipa o que posso fazer”, disse numa posterior entrevista na zona mista, em Roma.

Para Eulálio, melhor do que trazer a camisola branca para Portugal só mesmo “olhar para todas as pessoas” que estiveram à sua volta e a trabalhar consigo e “ver como estão contentes”.