Aos 24 anos, o figueirense fez história nacional na sua segunda presença na Volta a Itália e em grandes, conquistando, com grande garra, um lugar no pódio final da 109.ª edição como melhor jovem.
Foi na quinta etapa que Eulálio assaltou a liderança da classificação da juventude, após integrar uma fuga que lhe valeu o segundo lugar na jornada e também a maglia rosa, e não mais de lá saiu, sobrevivendo à perigosa aproximação do italiano Davide Pingazoli (Visma-Lease a Bike), a quem acabou mesmo por ganhar tempo no penúltimo dia.
O corredor da Bahrain Victorious traz a camisola branca para casa e consegue a terceira classificação secundária na corsa rosa para Portugal, sucedendo internamente a João Almeida, melhor jovem da edição de 2023.
Nesse ano, para o melhor voltista nacional da atualidade, ausente desta edição por não estar a 100%, a maglia bianca foi uma consequência da sua presença no pódio da geral – foi terceiro -, com o atual vice-campeão da Vuelta a ganhar ainda uma etapa, no Monte Bondone.
É definitivamente na prova italiana que os portugueses melhor se dão, já que também Ruben Guerreiro se sagrou rei da montanha em 2020, ano em que venceu ainda a nona etapa, em Roccaraso, interrompendo um jejum que durava desde 1989.
A partir daí, disputou a camisola da montanha até final e conseguiu mesmo segurar a maglia azzurra.
Antes destes talentos das gerações mais recentes do ciclismo português, todos eles mais vocacionados para terrenos montanhosos, estes feitos estiveram destinados à Volta a Espanha e a dois corredores diferentes, a começar por outro antigo líder do Giro e vencedor de etapas.
Acácio da Silva venceu em Itália e em França, tendo liderado Giro e Tour, e em Espanha só lhe ficou a faltar uma etapa para completar a trilogia nas grandes, contentando-se com a classificação de sprints especiais da Vuelta de 1991.
Antes disso, Fernando Mendes correu a Vuelta de 1975, um ano depois de se sagrar campeão da Volta a Portugal, e pelo Benfica venceu a classificação das metas volantes dessa edição da corrida espanhola, em que acabou no sexto lugar final.
Estas contas não incluem a classificação por equipas que já premiou o trabalho de gregários como Sérgio Paulinho e Nelson Oliveira, por várias ocasiões, mas não só – João Almeida, por exemplo, ainda na Vuelta 2025 subiu ao pódio com os seus companheiros da UAE Emirates, vencedora desta classificação.
Portugueses vencedores de classificações secundárias de grandes Voltas:
- Afonso Eulálio (1)
Juventude no Giro de 2026.
- João Almeida (1)
Juventude no Giro de 2023.
- Ruben Guerreiro (1)
Montanha no Giro de 2020.
- Acácio da Silva (1)
Sprints especiais na Vuelta de 1991.
- Fernando Mendes (1)
Metas volantes na Vuelta de 1975.
