Tour: Um solo com início no Tourmalet deixou Pogacar mais perto do penta

Tadej Pogacar protagonizou um solo de 40 quilómetros com início no Tourmalet para bisar na sexta etapa
Tadej Pogacar protagonizou um solo de 40 quilómetros com início no Tourmalet para bisar na sexta etapaJasper Jacobs/Pool/GodingImages / Alamy / Profimedia

Tadej Pogacar deu esta quinta-feira um passo decisivo para igualar os recordistas de vitórias na Volta a França, com o ciclista esloveno a protagonizar um solo de 40 quilómetros com início no Tourmalet para bisar na sexta etapa.

O tetracampeão começou a jornada empatado em tempo com o seu arquirrival Jonas Vingegaard (Visma-Lease a Bike), a quem ganhou 02.38 minutos na meta, instalada de forma inédita no alto de Gavarnie-Gèdre, depois de deixar o dinamarquês definitivamente para trás com um ataque naquela que é uma das mais icónicas subidas do Tour.

“É uma vitória realmente incrível, uma das mais doces”, resumiu o ciclista da UAE Emirates, que somou o segundo triunfo em etapas nesta edição e o 23.º em sete participações.

O domínio de Pogi, novamente camisola amarela, foi tão arrasador que Vingegaard está já a 02.42 minutos na geral, na qual Isaac del Toro é terceiro, a 03.27 minutos do seu líder esloveno, depois de ter batido Remco Evenepoel (Red Bull-BORA-hansgrohe) na luta pelo terceiro lugar na etapa.

Ao sexto dia, a 113.ª Grande Boucle pode ter ficado sentenciada, com o segundo lugar a parecer ser o melhor a que os outros seis candidatos ao pódio, nomeadamente Paul Seixas (Decathlon), o jovem francês de 19 anos que hoje teve uma excelente prestação, podem aspirar.

Antes da exibição de Pogacar, que cortou a meta em 04:32.07 horas, os 186,2 quilómetros entre Pau e Gavarnie-Gèdre tiveram muitas histórias para contar, a começar pela iniciativa protagonizada por Victor Campenaerts (Visma-Lease a Bike), o camisola verde Mads Pedersen (Lidl-Trek) e Huub Artz (Lotto Intermarché), que foi penalizado pelo colégio de comissários por um posicionamento irregular das mãos na bicicleta e abdicou da fuga.

No Côte de Loucrup, de quarta categoria, Matteo Jorgenson acelerou e apanhou desprevenido Evenepoel, que tinha parado e obrigou os seus companheiros da Red Bull-BORA-hansgrohe a trabalho redobrado.

A fuga acabou depois de Pedersen reforçar a liderança da classificação por pontos no sprint intermédio, com as tentativas a sucederem-se até Ben O'Connor (Jayco AlUla) ficar sozinho na frente, apenas para ser alcançado a meio da subida ao Col d’Aspin, já depois de Cian Uijtdebroeks (Movistar) perder o contacto com o grupo de favoritos antes de desistir do Tour.

A UAE Emirates assomou à frente do pelotão no início do icónico Tourmalet e o ritmo condenou sucessivamente Jorgenson, o norte-americano que deveria ser o último escudeiro de Vingegaard, o então camisola amarela Torstein Traeen (Uno-X) – que caiu com aparato mais à frente - e Thomas Pidcock (Pinarello Q36.5), colocado no seu lugar pela subida de categoria especial.

Também Richard Carapaz (EF Education-EasyPost) e Tobias Halland Johannessen (Uno-X) cederam, antes de Del Toro acelerar, destacar-se com o seu líder e colocar em dificuldades o campeão do Giro2026.

Ciente de que o jovem mexicano não conseguia segui-lo, Pogacar isolou-se a mais de 42 quilómetros da meta, sendo perseguido por Vingegaard, enquanto lá atrás Florian Lipowitz (Red Bull-BORA-hansgrohe) era o melhor dos outros.

O estreante Seixas soube gerir o esforço e alcançou Lipo e Del Toro, com o trio a coroar junto o Tourmalet cerca de um minuto depois do líder da Visma-Lease a Bike, que passou no alto 30 segundos depois do bicampeão mundial de fundo.

O medo que tem às descidas, depois da queda grave que sofreu há dois anos na Volta ao País Basco, fez Vingegaard perder ainda mais tempo, embora nunca tenha sido apanhado pelos perseguidores, que receberam sim a companhia de Juan Ayuso e Mattias Skjelmose (Lidl-Trek), Lenny Martinez (Bahrain Victorious), Sepp Kuss (Visma) e Evenepoel, que, como é habitual, muito reclamou pela falta de colaboração no grupo.

Indiferente ao que acontecia atrás de si, Pogi ia aumentando a sua margem para tornar-se no primeiro corredor a conquistar mais do que uma vitória em etapas nas primeiras sete participações na prova francesa.

Ainda antes de o seu líder cortar a meta, Del Toro recebeu autorização para lutar pela sua classificação, mas o mexicano apenas teve forças para bater Evenepoel ao sprint nos metros finais, sendo o primeiro do grupo que cortou a meta a 02.57 minutos do vencedor.

Na primeira jornada de alta montanha, e na véspera da ligação de 175,1 quilómetros entre Hagetmau e Bordéus ideal para sprinters, Nelson Oliveira perdeu o seu líder e também 38.25 minutos para Pogacar, sendo agora 72.º da geral, a mais de uma hora do camisola amarela.

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