Marcos Maynar, professor titular da Universidade da Extremadura (UEx), ficou ainda impedido de exercer oficialmente atividades ligadas à medicina e ao treino físico ou desportivo durante 21 meses, segundo a sentença, a que a agência noticiosa EFE teve hoje acesso.
Também pelo tráfico de medicamentos não autorizados foi ainda condenado, mas a nove meses de prisão, Ignacio Bartolomé, estudante de doutoramento e colaborador de Maynar na UEx, enquanto o antigo ciclista Vicente Belda e o treinador Raúl Bernal foram absolvidos deste ilícito.
O juiz considerou provado que Maynar e Bartolomé prescreveram a um grande número de desportistas, profissionais e amadores, várias substâncias identificadas por “café”, “força” e “lactato”.
O tribunal apurou que as cápsulas de “lactato” eram compostas por uma substância ativa de estrutura compatível com ácido dicloroacético, conhecido como DCA, que pode diminuir o nível de lactato com o exercício físico prolongado e cuja distribuição não está autorizada em Espanha.
Contactado pela EFE, Ángel Luis Aparicio, o advogado de Maynar, assumiu a satisfação com a absolvição pelo crime de dopagem, confirmando que vai recorrer da condenação por tráfico de medicamentos perante a Audiência Provincial de Cáceres.
Maynar tinha sido detido em maio de 2022, em Cáceres, no âmbito da Operação Ilex, sob acusação de administração de substâncias dopantes, tráfico ilegal de medicamentos e um crime contra a saúde pública.
O antigo médico da equipa de ciclismo portuguesa LA-MSS já tinha sido detido em 2004 numa operação contra o tráfico de substâncias dopantes nos ginásios.
Cinco anos depois, foi suspenso por 10 anos pela Federação Portuguesa de Ciclismo “por, durante a época desportiva de 2008, ter prescrito e/ou fornecido substâncias proibidas e mascarantes a alguns ciclistas” da LA-MSS.
Em 2015, o médico foi um dos seis acusados num alegado caso de dopagem a remadores do clube de Urdaibai, tendo sido absolvido no julgamento.
