“É um dia duro no final, tão duro como ontem (sexta-feira), mas vamos dar tudo hoje. É o último dia, vamos sofrer e, no final, veremos”, começou por dizer o português da Bahrain Victorious à Eurosport.
O figueirense de 24 anos falava antes do início da 20.ª e penúltima etapa da 109.ª edição, que vai percorrer 200 quilómetros entre Gemona del Friuli e Piancavallo, uma contagem de montanha de primeira categoria com 14,5 quilómetros de extensão que os ciclistas vão escalar duas vezes.
“É demasiado longa. Lembro-me desta subida quando o (Tadej) Pogacar ganhou (em 2024). Não sei se é a mesma, mas é um esforço superlongo”, analisou.
Eulálio lidera a juventude desde a quinta etapa, na qual integrou a fuga do dia e chegou à camisola rosa, mas partiu para a derradeira jornada de montanha com apenas 01.03 minutos de vantagem sobre Davide Piganzoli, o italiano da Visma-Lease a Bike que tem consistentemente encurtado distâncias para o português.
“Lutarei como lutei nos últimos dias, mas se no final o Piganzoli ganhar, é ciclismo. Seria mau, porque perderia no último dia, mas o Piganzoli também merece, porque é um corredor super forte”, concedeu.
Questionado sobre o facto de nunca parar de sorrir, mesmo quando está a passar dificuldades, como aconteceu na 19.ª etapa, aquele que foi o maglia rosa da Volta a Itália durante nove dias foi perentório: “Sorrio para não chorar”.
A 20.ª etapa do Giro já está na estrada, com Eulálio a partir para a última jornada montanhosa na sexta posição da geral, a 07.26 minutos de Jonas Vingegaard (Visma-Lease a Bike).
