Collina disse que as 32 equipas presentes no Campeonato do Mundo foram avisadas de que os árbitros no Catar receberam instruções para ter mão pesada perante qualquer jogador que coloque em risco a integridade física do adversário.
"O Mundial é o torneio mais importante do futebol e vai ter os melhores jogadores do mundo. Seria uma pena se algum desses atletas não estivesse em condições de atuar devido a uma lesão provocada por um adversário. Por isso, a primeira mensagem para os árbitros foi para proteger a segurança dos jogadores", explicou.
Reconhecido como um dos melhores árbitros de sempre, Pierluigi Collina frisou a tolerância zero que vai existir durante a competição.
"Se existir algo que coloque em perigo alguns dos intervenientes, é claro que os árbitros vão mostrar um cartão vermelho. É irrelevante se existe intenção, não se pode colocar em risco a integridade física de um adversário", atirou.
Um aviso que chega depois do recorde batido em 2018. No Campeonato do Mundo que se disputou na Rússia foram apenas mostrado quatro cartões vermelhos, o número mais baixo da história. Para se ter uma comparação, em 2006, na Alemanha, 28 jogadores viram a cartolina vermelha.
Por último, Collina comentou também o facto de, pela primeira vez, existirem árbitras no Campeonato do Mundo masculino, com Stephanie Frappart, Salima Mukansanga e Yamashita Yoshimi a serem as pioneiras.
"A minha mensagem para elas é que não estavam aqui por serem mulheres, mas sim por serem árbitras e porque estão prontas para dirigir qualquer jogo do Mundial-2022", concluiu.
