Informada deste projeto "através dos meios de comunicação e de um comunicado de imprensa", a CONCACAF partilha "a deceção de muitos intervenientes da nossa região e do mundo do futebol perante o facto de estes detalhes terem sido elaborados e tornados públicos antes mesmo de ter havido qualquer discussão com as instâncias dirigentes e as partes interessadas envolvidas".
Na terça-feira, a FIFA anunciou a intenção de criar uma sociedade, a FIFA Forward Enterprise (FFE), para gerir as suas atividades comerciais, a organização dos seus torneios e atrair investidores externos, prometendo uma receita de 10 mil milhões de dólares para financiar o desenvolvimento do futebol.
A FFE "angariaria 4,2 mil milhões de dólares" já este ano, e "todos os seus lucros líquidos serão reinvestidos no futebol", garante a FIFA, que promete aos seus membros benefícios económicos através de um novo mecanismo de financiamento, o FIFA Fast Forward Programme (FFFP).
"A FIFA manteria o controlo exclusivo da FFE através de uma representação maioritária no conselho de administração", é referido, bem como "a autoridade exclusiva" sobre a governação do futebol, as competições, o calendário e as decisões regulamentares.
Ainda antes da oficialização do projeto na terça-feira, a UEFA, que reúne as federações europeias, reagiu, considerando tratar-se de "uma linha que as instituições que governam o futebol nunca deveriam ultrapassar".
"Coletivamente, a FIFA, as confederações e todas as federações membros têm a responsabilidade de agir permanentemente no melhor interesse do desporto. Cada decisão que tomamos deve ser orientada por uma boa governação, processos rigorosos de tomada de decisão e uma visão a longo prazo", afirmou a CONCACAF esta quarta-feira.
