Fórmula 1: Chefe da McLaren nunca duvidou que Norris fosse um jogador de equipa

Norris terminou em segundo na Hungria
Norris terminou em segundo na HungriaProfimedia

O chefe de equipa da McLaren, Andrea Stella, disse que nunca duvidou que Lando Norris daria a liderança ao colega de equipa Oscar Piastri no Grande Prémio da Hungria no domingo, apesar da clara relutância do britânico.

O italiano também deixou claro que as consequências de ignorar as ordens da equipa teriam sido graves.

"Conheço bem o Lando... Sei bem que dentro do Lando temos um piloto de corridas e um jogador de equipa", disse aos jornalistas após o primeiro e segundo lugar da McLaren no Hungaroring.

"Ficaria extremamente preocupado se o Lando não tivesse demonstrado aqui que é um piloto, porque é esse o impulso de que precisamos para lutar arduamente. Ele demonstrou o espírito de um piloto", disse Stella.

Norris partiu da pole position no domingo, mas Piastri assumiu a liderança no início e manteve-se na frente até à segunda paragem nas boxes, altura em que a McLaren colocou Norris em primeiro lugar para se proteger dos rivais que vinham atrás.

Piastri saiu a perder na última paragem, com Norris à frente, e a equipa pediu que as posições fossem invertidas - algo que o britânico acabou por fazer a três voltas do fim, depois de uma tensão crescente no rádio da equipa.

Foi a primeira vitória do australiano Piastri na Fórmula 1, na sua segunda época, enquanto Norris procurava o segundo triunfo, e também está ansioso por se livrar da reputação de um segundo classificado cada vez mais regular. Norris é o adversário mais próximo do líder do campeonato da Red Bull, Max Verstappen, embora a 76 pontos de distância, com Piastri apenas em quinto e 40 pontos mais atrás.

Stella disse que os pilotos foram lembrados antes da corrida sobre os princípios e valores da equipa.

"Os interesses da equipa estão em primeiro lugar. Se fizerem asneira nesta matéria, não podem fazer parte da equipa de Fórmula 1 da McLaren", disse Stella.

O italiano, que trabalhou na Ferrari com Michael Schumacher, reconheceu que os valores da equipa podem entrar em conflito com os instintos de um piloto, mas que são sempre o mais importante. Sublinhou ainda que os dois pilotos se mantêm em pé de igualdade.

"Penso que, quando se tem o Oscar e o Lando, estamos numa posição suficientemente sortuda para não precisarmos de decidir quem é o piloto número um", afirmou. "Fazemos uma corrida justa e se um dos dois pilotos ganha por mérito, isso está protegido".

"Talvez se for nas últimas corridas e houver um forte interesse no campeonato para um dos dois pilotos, possamos rever isso, mas o que eu espero é que o outro piloto venha ter comigo e diga 'se precisares da minha ajuda... estou disponível'. Penso que se constrói este ethos se gerirmos uma corrida como esta de uma forma justa, como penso que fizemos", vincou.

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