Fórmula 1: Mercedes vai ultrapassar golpe em Austin com "otimismo solarengo" do México

James Allison disse que a irregularidade da pista em Austin foi parte da razão para a desqualificação de Lewis Hamilton
James Allison disse que a irregularidade da pista em Austin foi parte da razão para a desqualificação de Lewis HamiltonReuters

A Mercedes espera que o seu carro atualizado tenha um forte desempenho nas últimas quatro corridas da temporada de Fórmula 1, apesar do golpe da desqualificação de Lewis Hamilton que tinha acabado em segundo lugar no Texas, no último domingo.

O diretor técnico James Allison esta quarta-feira que estava confiante de que não haveria repetição do desgaste excessivo do bloco de derrapagem que levou à exclusão.

"É claro que a desqualificação é um golpe significativo. É um sentimento miserável. Dói e toda a gente aqui sente. Toda a gente está chateada, envergonhada até certo ponto também, porque não gostamos absolutamente nada de estar do lado errado das regras e ficar a lamentar os pontos perdidos", atirou.

Allison disse que esse sentimento seria em breve substituído por "um otimismo solarengo de saber que o carro parecia brilhante com este pacote de atualização e as quatro corridas para mostrar" o que os pilotos podem fazer com ele.

O México neste fim de semana, com uma pista a grande altitude e ar rarefeito, deverá ser "bastante decente", acrescentou. "As curvas agradam-nos e o ritmo do carro deve ser bom".

A Mercedes venceu no Brasil no ano passado com George Russell e esse deve ser o circuito em que tudo o que a equipa "colocou no carro deve dar bons dividendos". Las Vegas, a penúltima corrida da época e uma novidade para 2023 com uma corrida noturna no ar frio do deserto, será um novo desafio. A temporada termina depois em Abu Dhabi, onde Allison espera novamente uma exibição positiva.

"Todas as quatro corridas têm um caráter diferente... vamos fazer figas para que numa delas os dados possam rolar a nosso favor e consigamos mais do que apenas um pódio", referiu.

Allison disse que em Austin, apesar do problema da placa de derrapagem, tinha sido um "voto de confiança a favor do que foi colocado no carro".

"A desqualificação teve tudo a ver com a configuração e os solavancos da pista, amplificados pelo facto de ser um fim de semana de sprint. Simplesmente não tivemos margem suficiente no final do primeiro treino livre. Quando terminámos a nossa configuração, verificámos a prancha e tudo parecia estar bem, intocado após a corrida do FP1. Mas os resultados da corrida falam por si. Estávamos ilegais, por isso devíamos ter colocado o nosso carro um pouco mais alto para termos um pouco mais de margem", finalizou.

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