“Sabemos, por participação em campeonatos internacionais, da Europa e do Mundo, que temos atletas com alto potencial e obviamente temos expectativas altas”, antecipou a chefe da Missão nacional a Dakar-2026.
Entre sábado e 13 de novembro, 25 jovens nacionais vão competir no Senegal, naquele que é o primeiro evento olímpico realizado no continente africano, integrando o elenco de cerca de 2.700 atletas destes Jogos.
“É óbvio que o nosso objetivo é que os atletas demonstrem o seu potencial desportivo e que compitam ao mais alto nível deles, superem as suas melhores marcas e consigam os melhores resultados possíveis. É difícil quantificar medalhas. Sempre foi, neste tipo de evento de jovens”, observou.
Em entrevista à agência Lusa, Catarina Monteiro ressalvou que os objetivos da deleção portuguesa não se podem “limitar às classificações e às medalhas”.
“Isto é um processo, isto é o início de uma caminhada olímpica para alguns destes atletas, e o nosso objetivo é que eles não só compitam em Dakar com todos os valores olímpicos que nós já fizemos questão de lhes passar, mas que, acima de tudo, desfrutem desta experiência única tendo em conta que é a única competição olímpica que se vai realizar em África”, completou.
A chefe de Missão considera que só o facto de os 25 portugueses terem sido selecionados para ir a estes Jogos – as vagas foram alocadas a cada país pelo Comité Olímpico Internacional - já é”, por si mesmo, uma vitória”.
“Alguns deles estiveram o ano passado no Festival Olímpico da Juventude Europeia, por isso eles já têm uma experiência neste tipo de eventos multidesportivos a nível olímpico. Os outros, estão muito entusiasmados, querem muito dar o melhor deles, não têm medo nenhum. Por acaso, é uma surpresa: não têm medo nenhum de ir para uma realidade cultural e geográfica completamente diferente, em que as condições de alojamento e de transportes vão ser muito difíceis”, revelou.
Os miúdos nacionais estão ansiosos por competir em Dakar-2026 e por demonstrar o seu valor.
“Todos eles estão entusiasmadíssimos e com vontade de competir, com vontade de chegar à África, de ver onde é que vão estar, ver os colegas dos outros países”, detalhou.
Os responsáveis pela Missão a Dakar2026 têm procurado “deixá-los ter ambição, mas também acompanhá-los com algum nível de confiança, apoio, mas perspetiva também sobre o que este evento é”.
“Para que eles percebam que os resultados são importantes, mas que a participação nos Jogos tem um valor que ultrapassa as medalhas. Por isso mesmo, o que é importante é eles chegarem e fazerem o seu melhor. Se conseguirem uma medalha, fantástico. Se não conseguirem uma medalha, já por si eles são vencedores. São apenas 25 atletas que vão representar Portugal nestes Jogos, por isso, eles já estão a fazer história”, reforçou.
Com mais de 40 missões pelo Comité Olímpico de Portugal, Catarina Monteiro admite que a experiência nuns Jogos Olímpicos da Juventude é “completamente” transformadora para os jovens atletas.
“Esta é a quarta edição dos Jogos Olímpicos da Juventude de verão e em todas elas nós tivemos atletas que mais tarde vieram a participar nos Jogos Olímpicos”, evidenciou.
Do passado, Monteiro recorda que os jovens “realmente crescem muito com os relacionamentos que criam durante os Jogos”, não só com os colegas das outras modalidades, mas também com atletas de outros países, com os próprios treinadores e com a equipa do COP.
“Para eles, é uma aprendizagem e uma oportunidade de crescimento maravilhosa”, finalizou.
