Depois de vestirem a causa em campo com a nova camisola cor-de-rosa lançada pelo Sporting neste mês, Zeno Debast e Ana Dias puderam conhecer de perto o trabalho feito na área e a tecnologia ao dispor nestas instalações médicas.
"Gosto muito de integrar este tipo de iniciativas", afirmou Debast.
"Acho que é uma bela iniciativa do clube, porque todos sabemos a importância de fazer este tipo de exames de rotina. Pelo que nos disseram, estes devem ser feitos uma vez por ano, portanto é importante sensibilizar as pessoas para isso de forma que todos se mantenham saudáveis", acrescentou o central belga.
A visita foi guiada por Isabel Pereira, imagiologista mamária há mais de 15 anos, que realçou a "repercussão" da campanha lançada pelo Sporting e enalteceu o caráter desta visita.
"É importante porque o futebol e o desporto agregam muita gente, por isso esta é uma maneira de fazer chegar a importância do rastreio do cancro de mama a mais pessoas. Às vezes, só a nossa parte não chega porque falamos para um universo mais restrito. O futebol, não e, por isso, ter aqui dois jogadores do Sporting que toda a gente conhece e segue faz passar essa mensagem", atentou, antes de reforçar a importância da prevenção no cancro de mama.
"Se fizermos (exames) todos os anos e houver a infelicidade de aparecer qualquer coisa será seguramente pequena e, sendo assim, tem solução", sublinhou a médica, lembrando os cuidados a manter: "É importante a palpação mamária pela própria mulher, mas também existe cancro de mama no homem. Quando se sente alguma coisa de diferente ou estranho, recorre-se ao médico, mas pelo menos temos a certeza de que não deixamos escapar nada. O exame faz-se uma vez por ano e tem apalpação, mamografia com tomossíntese e inteligência artificial, apalpação pelo médico e a ecografia".

E foi precisamente esse processo que Zeno Debast e Ana Dias conheceram de perto na Unidade da Mama da CUF Descobertas. "Explicamos que uma mamografia não é nada de outro mundo, não dói, não é algo complicado e que conseguimos detetar tumores muito no início, o que faz com que o tratamento seja também muito menos invasivo. É uma questão de tirar um bocadinho uma vez por ano", reforçou Isabel Pereira.
Já Ana Dias, enquanto representante da equipa principal feminina do Sporting, reconheceu a responsabilidade de "dar visibilidade à causa" e considerou que este tipo de iniciativas por uma causa maior tornam "o Sporting tão grande como é".
"É uma coisa que me vai dar muito jeito no futuro", revelou sobre a visita, plenamente consciente da mensagem recebida.

"O diagnóstico e a prevenção precoce fazem completamente a diferença. Não podemos esquecer-nos de cuidar de nós e, também, de estar presentes junto das pessoas que lutam contra esta doença", declarou a futebolista de 29 anos.
Terminada a visita, Raquel Gomes, enfermeira na Unidade de Mama, deixou o apelo final. "Façam os rastreios não só dentro das idades estipuladas pelo nosso Sistema Nacional de Saúde", referiu, lembrando também a atenção ao historial "de cancro de mama na família".
"E termos aqui um jogador masculino também ajuda a trazer a consciência de que o rastreio não deve ser feito apenas pela mulher. Apesar da percentagem ser menor, de 1%, continua a haver diagnósticos. É fundamental consciencializar", sentenciou.
Em Portugal, estima-se que uma em cada oito mulheres venha a enfrentar um diagnóstico de cancro da mama ao longo da vida. São cerca de nove mil novos casos por ano.

