Recorde aqui as incidências da partida
O treinador dos cónegos, Vasco Botelho da Costa, fez três alterações na equipa inicial em relação à goleada sofrida aos pés do Benfica (0-4), num duelo em atraso da terceira jornada, com Kiko Bondoso, Tiago Andrade e Vonic a ocuparem as vagas de Rodri Alonso, Landerson e Parsemain, respetivamente. Já do lado dos insulares, Mitchel van der Gaag apostou no mesmo onze que iniciou o encontro diante do Benfica nos Barreiros (0-3).

Madeirenses assustaram, minhotos marcaram
Sinal mais para o Marítimo que subiu as linhas, explorou os três corredores e foi se aproximando da baliza contrária. Martín Tejón surgia por toda a frente de ataque e ia orquestrando as manobras da equipa. Ao minuto 13, na cobrança de um pontapé de canto, Raphael Guzzo encontrou Rodrigo Andrade na área, este desviou a bola, mas Francisco Domingues, com um corte decisivo, negou a festa maritimista.
O cenário do encontro alterou-se à passagem do minuto 18. Na primeira vez que visou o alvo, os anfitriões abriram o placard. Tiago Andrade arriscou um remate, mas falhou as coordenadas e, de forma involuntária, acabou por assistir Manuel Mendonça. O médio apareceu sem marcação na zona do segundo poste e apenas teve de encostar para o fundo das redes contrárias.
A jogada galvanizou os da casa que se soltaram das amarras, atacaram com mais frequência e começaram a pressionar de forma mais eficaz. Aliás, foi assim que, volvidos 11 minutos, ampliaram a vantagem. Paulo Henrique perdeu a bola na primeira fase de construção do Marítimo, Kiko Bondoso aproveitou a oferta, assistiu Leonardo Vonić, que não tremeu e assinou o 2-0.

A partir daí, e até ao intervalo, os minhotos controlaram o ritmo do duelo, por sua vez, os madeirenses não tiveram argumentos para mudar o guião da partida.

Cónegos seguros, maritimistas inoperantes
No reatamento, o Marítimo refrescou a equipa, Bryan Limbombe e Danilović ficaram nos balneários, sendo que Maxime Dominguez e Israel Ayuma foram aposta para a tentativa de redenção. Os maritimistas voltaram a entrar melhor, Paulo Henrique deixou um sério aviso aos 48', mas cabeceou ligeiramente ao lado da baliza defendida por André Ferreira.
Segundos depois, Vonić ficou a centímetros de bisar, valendo na ocasião um corte precioso de Ayuma. Mais tarde, Tiago Andrade disparou de longe, mas a bola morreu nas mãos de Alfonso Pastor. O guardião voltou a ser decisivo aos 67’ quando deu o corpo às balas e impediu que Landerson fizesse o terceiro golo do Moreirense.
Num último suspiro, os visitantes ganharam uma espécie de segunda vida aos 79’. Após um canto, a bola desviou em Gilberto Baptista e sobrou para Romain Correia. Sem marcação na zona do segundo poste, o defesa-central cabeceou de forma eficaz e encurtou distâncias.

Com tudo em aberto, o Marítimo foi em busca do empate, mas deixou espaço nas costas e acabou por ser punido. Parsemain fugiu à marcação dos defensores e foi derrubado por Alfonso Pastor. Foi assinalada grande penalidade assinalada e da marca dos 11 metros o avançado rematou com força e matou as aspirações do opositor aos 86’.
Até ao apito final, Dinis Pinto (89') e Chipyoka Songa (90') estiveram perto do 4-1, ao passo que Maurice Boakye respondeu na área contrária, mas também não conseguiu marcar. Contas feitas, o emblema de Moreira de Cónegos, que vinha de dois desaires seguidos, carimbou o segundo triunfo na competição e passa a ter sete pontos. Já a formação do Funchal também tem sete pontos, mas após uma entrada promissora, não ganha há quatro jornadas consecutivas - um empate e três derrotas de rajada.
Homem do jogo Flashscore: Romain Correira (Marítimo)

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