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Estoril Open: Faria esteve perto da história, mas Darderi tirou-lhe as meias-finais das mãos (1-2)

Jaime Faria era o último representante português no quadro de singulares
Jaime Faria era o último representante português no quadro de singularesJOSE SENA GOULAO/LUSA

Jaime Faria esteve esta sexta-feira muito perto de se tornar o terceiro tenista português a chegar às meias-finais de um torneio ATP em Portugal, mas deixou fugir uma vitória, que parecia certa, para o italiano Luciano Darderi no Estoril Open.

Recorde aqui as incidências do encontro

Último resistente português no quadro de singulares, o número dois nacional e 88.º do ranking mundial foi derrotado por Darderi (21.º), por 2-6, 7-5 e 6-2, em duas horas e 29 minutos, continuando sem passar, em quatro tentativas, dos quartos de final de torneios ATP.

Na meia-final, Darderi, que no domingo passado perdeu a final em Bastad, vai encontrar o tenista belga Alexander Blockx (38.º), quarto cabeça de série, que tinha vencido o argentino Román Andrés Burruchaga (60.º), por 6-4, 5-7 e 6-4.

Até ao 5-2 do segundo set, o lisboeta pareceu sempre estar no comando do encontro, mesmo com mais de 60 lugares a separarem-no do italiano no ranking ATP, mas, a partir daí, perdeu cinco jogos seguidos e nunca mais se voltou a encontrar.

Darderi, como segundo cabeça de série, surgia como claro favorito, mas Faria estava praticamente perfeito, muito forte no serviço e a jogar um ténis de enorme qualidade, que ia frustrando o italiano.

O encontro parecia estar claramente na mão do português, que conseguiu o primeiro break aos 3-1, para depois fechar o set no serviço do transalpino, depois de este cometer uma dupla falta e um erro não forçado.

O início do segundo set trouxe a mesma história, com Faria muito por cima e a conseguir voltar a quebrar o serviço aos 3-1, com a vantagem a ir até ao 5-3, quando o português pareceu sucumbir à pressão de fechar o encontro e perdeu pela primeira vez o seu serviço.

O domínio do encontro passou então para a mão de Darderi, que soube ir buscar a motivação necessária ao público afecto ao adversário, que cometeu vários excessos no apoio a Faria, que, contudo, pareceu sofrer mais com isso do que o italiano.

Faria, que mandou várias vezes o público parar de apupar o adversário, nunca mais se encontrou, protestando mesmo com o excesso de ruído vindo das bancadas.

Nas duas últimas mudanças de campo, o rosto perdido de Faria denotava a perceção de que tinha desperdiçado uma enorme oportunidade para chegar pela primeira vez às meias-finais de um torneio ATP, à quarta presença em quartos de final.