“É duro. Não foi uma luta em que fui inferior, que a atleta foi muito superior a mim. Então, ter uma luta tão igual e ter sido decidida ali num detalhe. Por um lado, custa muito, por outro, eu sei o meu nível de judo atual. Eu sei que estou tão forte quanto a número nove (Fohouo) e a outra que está a competir”, disse no final a judoca à agência Lusa.
Bárbara Timo, que regressou à categoria de -70 kg, depois de ter feito o ciclo para os Jogos Olímpicos de Paris-2024 em -63 kg, disse ainda que volta para casa com confiança no seu trabalho e que não está longe das que estão a disputar medalhas.
A judoca, de 35 anos, durante muito tempo habituada a estar entre as primeiras da classificação mundial, teve, com a mudança de categoria, de partir detrás, com a meta de conseguir pontos e voltar ao que foi sempre a sua carreira.
“Sei que estou a fazer um caminho correto, com os treinos. Mas há um detalhe, com certeza, uma resiliência, para conseguir passar à frente nas lutas e que vou buscar. Volto para casa com essa sensação, de confiança no meu trabalho, que não estou longe das ‘tops’, das que estão a disputar medalhas”, acrescentou.
Em Tblissi, Timo ainda ultrapassou a primeira barreira, num combate em que bateu a fisicamente poderosa judoca turca Sinem Oruc, com uma chave de braço a meio do combate, que deu à portuguesa a vitória por ippon.
Portugal prossegue no domingo a participação nos Europeus da capital georgiana, com Diogo Brites (+100 kg) e Rochele Nunes (+78 kg) a serem os últimos judocas a competirem, num evento em que Timo, Miguel Gago e Otari Kvantidze tiveram, até ao momento, o melhor desempenho, todos em nono lugar.
Maria Siderot (-52 kg) e Bernardo Tralhão (-66 kg) competiram no primeiro dia, com eliminações nos combates de estreia.
