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A venda de Mora: "Foi uma decisão financeira"
Pedido de Farioli: "Sei que hoje vai haver pingue-pongue entre perguntas e argumentos do mesmo assunto. Gostava de começar a falar do Rodrigo Mora, fechar esse capítulo e, depois, falar do Arouca".
Sente que falhou com Rodrigo Mora?: "As últimas duas semanas foram cheias de opiniões diferentes, digamos assim. Há alguns dias, dei números sobre o tempo de jogo do Rodrigo. Mas, em primeiro lugar, a decisão do Rodrigo sair é uma decisão financeira. Como sabem, o acordo que pode render mais de 50 milhões de euros representa o maior negócio em termos de rentabilização do clube, a maior compra de sempre da Roma e uma das maiores do FC Porto.
Foi uma boa oportunidade de mercado que trouxe o dinheiro que um clube como o FC Porto, que precisa de vender, precisa. Sobre o tempo de jogo, ouvi que era a minha terceira opção e que não o tinha em consideração. Pelos números, que nós temos, o Rodrigo disputou 1.946 minutos no total, o Gabri Veiga jogou 2.699. No campeonato, 1.177 minutos o Rodrigo, 1.622 o Gabri Veiga, na Liga Europa disputaram praticamente os mesmos minutos: 433 o Rodrigo, 442 o Gabri. A diferença não é muita. Em termos de titularidades, o Rodrigo esteve 21 vezes no onze, o Gabri 31. O Rodrigo foi lançado 23 vezes, o Gabri 17. Por causa disso, só os perdemos por dois jogos devido a lesão.

Quando temos dois jogadores do mesmo nível temos que os gerir, de acordo com as necessidades. Com o Rodrigo, acredito plenamente que foi uma época positiva, em que deixa o clube como campeão, com mais dois títulos no currículo, com uma relação honesta e firme entre nós. Tudo o que tem sido dito de eu o ter expulsado do clube não é verdade, de todo. Tentei ajudá-lo da forma que acredito ser a melhor, hoje é um jogador mais completo, com o mesmo talento que tinha há 14 meses. É um jogador de equipa e o que aprendeu este ano vai ser muito bom para a sua carreira e o próximo capítulo na Roma. Esta é a minha avaliação.
O rapaz tem sido muito amável connosco, não disputou o último jogo porque as negociações estavam muito perto de ficar fechadas. Antes de ir para o jogo do Rio Ave disse-lhe no balneário que se não fosse preciso não ia jogar por causa da transferência, pedi-lhe para falar para o grupo antes de entrarmos em campo. O seu discurso foi sobre o seu amor pelo FC Porto. Um jogador tão jovem com esta liderança, o seu discurso foi fantástico, o seu papel e contribuição no clube foram muito positivos e o que posso dizer sobre ele é desejar-lhe muito sucesso porque merece tudo".

"A equipa está mais fraca sem o Rodrigo"
Entrada de um médio após saída de Mora: "Vamos ver o que o mercado nos vai trazer. Neste momento a realidade é que vamos para um jogo sem o Rodrigo. A equipa hoje está mais fraca sem o Rodrigo".
Desafio pessoal de gerir o tema Mora: "As últimas semanas foram sobre o Rodrigo, aprecio muito a atenção dos meios de comunicação do sul do país para proteger o talento do rapaz. Não estava à espera deste nível de amor e cuidado com o nosso rapaz. Já falei sobre o que não gostei, os últimos dias da negociação com muito barulho exterior. Internamente, a comunicação com o jogador foi muito direta, falamos 3 ou 4 vezes pessoalmente nos últimos dias. Nunca tivemos qualquer problema, obviamente não foi fácil para o jogador e para a equipa gerir esta situação com tanto ruído. Agora faz parte do passado e temos de avançar".
Deu algum conselho sobre a Serie A?: "As nossas conversas foram sempre muito transparentes e honestas, com muitos sentimentos. Para o Rodrigo foi um momento difícil, é a segunda vez em dois anos que esteve envolvido num negócio muito grande. Na última época era uma mudança a nível financeiro, desta vez é uma mudança financeira e um grande projeto desportivo. É um bom passo para ele, desejo-lhe o melhor.
"Dizer que estava a ser morto lentamente pelo treinador precisa de resposta"
Comentários de advogado de Mora: "Sobre os outros comentários, a minha resposta foi clara: ouvir na televisão que estava a provocar, estava apenas a responder. Concordo que não devia responder a advogados, mas também é verdade que um advogado é advogado até o deixar de agir como um. Quando se vai para um programa de televisão expor assuntos e colocar-se numa outra posição, a escrever editoriais em jornais, há um conflito de interesses que precisa de ser abordado. Toda a gente envolvida nesse tipo de trabalho, que foi para a universidade e estudaram, têm de perceber o peso das palavras.
Falar em tristeza, sofrimento e, especialmente, que o Mora estava a ser morto lentamente pelo treinador, isso é algo que precisa de ser respondido. O peso das palavras foi uma das coisas que aprendi na universidade, temos uma grande responsabilidade. Um grande respeito pelo profissional, mas o nível de profissionalismo não foi respeitado. Acho que já respondi a tudo sobre esta novela. Serei o primeiro adepto do Rodrigo, desejo-lhe tudo de bom desde o início da Serie A".

Jogadores recuperados para Arouca que exige "a melhor versão"
Antevisão ao Arouca: "Trabalham com o Vasco Seabra há muito tempo, tem feito um grande trabalho. Desde que cheguei tem sido uma das equipas que mais gostei de ver, lembro-me do jogo que fizeram em Alvalade, antes de ficarem com 10 fiquei impressionado com a sua mentalidade. Na segunda metade da última época estiveram numa fase incrível. Nos últimos 10 jogos que as duas equipas fizeram estamos igualados: 7 vitórias, 2 derrotas e um empate. Estão num grande momento, estão na liderança, mais um golo que nós, ainda não sofreram golos. O jogo vai exigir a nossa melhor versão, com atenção e respeito pelo caminho deles".
Boletim clínico: "Alan Varela, André Silva e Alberto Costa estão recuperados e com a equipa. O Alan já fez o treino completo hoje com a equipa, os restantes, Oskar, Martim, Samu e Cláudio Ramos ainda estão em recuperação".
Rumor de regresso de Sesko Fofana: "Há muitas possibilidades no mercado, vários nomes em cima da mesa. Vamos ver como correm os próximos dias, o que podemos negociar, sabemos o perfil que queremos. O Sesko é um jogador amado por todos, deixou uma bela recordação aqui, tenho falado com ele a espaços. Não está connosco agora. Vemos tantos nomes agora, acredito que só um virá".
Mais confortável a analisar adversários e responder a polémicas nesta segunda época?: "Gosto de olhar com um conhecimento diferente para os adversários. No ano passado estávamos em descoberta dos tipos de jogo diferentes. Agora já esperamos, mas isso não muda a forma como abordámos os jogos, até porque as equipas já se preparam melhor para nós. Por exemplo, o Arouca teve momentos de pressão individual na pré-época, algo que não faziam na época passada. Estão a mudar com bola, têm muita variabilidade, são criativos nas bolas paradas... Gosto de analisar, por um lado, sabendo o que sabemos, mas também com a frescura e fome que tínhamos na época passada. Isso ajuda-nos a evitar o modo piloto automático que não gosto".
Preparação foi feita tendo em conta o calendário apertado com a Liga dos Campeões: "Queríamos elevar o nosso nível, não apenas pela Liga dos Campeões, mas também porque sabíamos que a Liga Portugal ia ser mais exigente: a nível físico, tático e de detalhe. Trabalhamos à volta dos limites dos jogadores, a resposta tem sido muito positiva. Agora, estamos num momento em que muita coisa pode mudar com o mercado aberto, estamos no início da temporada, já temos alguns jogadores lesionados, requer uma adaptação na gestão do plantel. Mas os jogadores trabalharam muito bem nestes 60 dias, a partir daí vamos com o mesmo desejo de melhorar todos os dias".

Interesse em Santiago Giménez: "Estamos num momento em que, internamente, sabemos o que precisamos de fazer. Há um mundo ideal e graus diferentes de adaptação à realidade, consoante as possibilidades e o que o mercado oferece. Para avançado, tivemos muitos nomes associados, não vou comentar nada que não esteja muito perto de ser concluído. Queremos realizar algumas contratações, não sei se será uma ou duas, ou mais. Os próximos dias vão servir para percebermos o que vai acontecer".
