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Após o desaire diante do Flamengo (1-2), os benfiquistas voltaram ao Estádio Algarve e conseguiram retirar várias notas no último teste antes da partida com os suíços. Na primeira parte, a equipa foi lenta e previsível, com exceção de dez minutos, e na etapa final ganhou outra rotação, foi mais pressionante e acabou por levar de vencida um opositor que terminou a última edição da La Liga no terceiro lugar.

Dúvidas na baliza, António Silva no onze e aposta em Kamiński
No último teste antes da entrada em cena no jogo da primeira mão da 2.ª pré-eliminatória da Liga Europa diante do St. Gallen, Marco Silva manteve a aposta no 1x4x2x3x1, mas retocou o onze com duas novidades relativamente ao desaire diante do Flamengo (1-2). Nesse sentido, Samuel Soares e Jakub Kamiński foram as novidades, ocupando as vagas de Trubin (suplente) e de Jaden Umeh (lesionado). No dia em que assegurou, por empréstimo, a chegada de Jhon Durán, Pavlidis continuou no onze inicial, o mesmo sucedeu com António Silva em trânsito para o Bournemouth.
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Num início de jogo incaracterístico, com as duas formações a tentarem construir desde trás, mas sem efeitos práticos, o primeiro lance de perigo surgiu à passagem do primeiro quarto de hora, Pavlidis pressionou Lautaro Spatz e o defesa-central quase marcava na própria baliza. Na sequência do lance, Rafa cabeceou ao lado e instantes depois Pavlidis testou os reflexos de Luíz Júnior. As águias começavam a carburar e voltaram a rondar o golo, mas nem Rafa, nem Enzo Barrenechea conseguiram derrubar o muro espanhol.
Foi o melhor período dos comandados de Marco Silva que durou até a paragem para hidratação. No reatamento, o submarino amarelo acertou as marcações e travou o ímpeto dos encarnados levando o encontro para um marasmo que durou até ao intervalo.
Em suma, os primeiros 49 minutos tiveram várias fases, numa primeira marcada pelo equilíbrio, depois, durante cerca de dez minutos, o Benfica aumentou as rotações e esteve próximo de marcar em diversas ocasiões, após o período de hidratação, o duelo voltou a equilibrar-se e as situações de perigo desapareceram nas duas áreas.
Manu Silva testado como central e águias com outra rotação
No reatamento, Lenglet ficou nos balneários, Manu Silva entrou em cena, mas para jogar como defesa-central pelo lado direito - posição que conhece desde os tempos do Feirense e do Vitória SC - e António Silva atuou pelo lado canhoto. Nos espanhóis, Iñigo Pérez operou uma revolução, manteve apenas Luiz Júnior e Maciá em campo e apostou em Pau Navarro, Moleiro, Ayoze, Cardona, Fores, Cheickh, Budesca, Diallo e Nizar.
Ao minuto 53’, num contragolpe desenhado a régua e esquadro, Pavlidis fez o lançamento, Rafa fugiu à marcação dos centrais contrários e abriu o marcador com um chapéu perfeito. O golo galvanizou o conjunto da Luz que surgiu mais rápido e intenso. À beira dos 60’, Pavlidis ficou a centímetros de ampliar o placard.
A 20 minutos do final, Marco Silva voltou a mexer na equipa com as entradas de Tiago Gouveia e de Prestianni, Jakub Kamiński e Sudakov, respetivamente, foram preteridos. Já após Leandro Barreiro ter desperdiçado o segundo tento, Pavlidis teve melhor eficácia. Prestianni, com uma diagonal da direita para o meio, gizou um passe açucarado e o goleador grego não perdoou e dilatou a vantagem ao minuto 76.
Com a viagem à Suíça no horizonte, o período final ficou marcado por mais mudanças. Enzo Barrenechea, Leandro Barreiro, Rafa Silva e Pavlidis foram substituídos por Rui Silva, Miguel Figueiredo, João Rêgo e Ivanović, sendo que Manu Silva subiu no terreno.
Pouco depois, os miúdos Daniel Banjaqui, José Neto e Gabriel índio refrescaram a defesa e renderam Bah, Samuel Dahl e António Silva, respetivamente. Antes do apito final, Miguel Figueiredo (na assistência) e Daniel Banjaqui (na finalização) orquestraram o derradeiro lance de perigo.
