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Almada, González e Simeone: colchoneros rivais por um lugar no onze argentino

Os Colchoneros da Argentina
Os Colchoneros da Argentina REUTERS/Issei Kato

Esta quarta-feira, a Argentina defronta a Inglaterra na meia-final do Mundial. Com um plantel composto por vários jogadores oriundos do Atlético de Madrid, a Albiceleste tem várias opções para as alas. No entanto, parece que Lionel Scaloni optou por privilegiar o lado esquerdo, em detrimento de Giuliano Simeone.

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Julian Álvarez, Thiago Almada, Nico González, Giuliano Simeone... São nomes de peso no setor ofensivo do Atlético de Madrid, e, ainda assim, lutam para conquistar a confiança de Lionel Scaloni. Se o primeiro conseguiu destacar-se ao longo da competição e impressionar ao garantir a qualificação da sua equipa para as meias-finais, os restantes têm tido apenas oportunidades residuais. No lado esquerdo, os suplentes Almada e Nico González têm entrado na segunda parte. À direita, Simeone jogou apenas 71 minutos frente à Jordânia.

Muita concorrência nas alas 

Os titulares indiscutíveis são Alexis Mac Allister e Rodrigo De Paul. Devido ao esquema tático em 4-1-3-2 da Argentina, o jogador do Inter Miami passou para a ala, de modo a abrir espaço para Enzo Fernández e Leandro Paredes. Como já atua no lado direito pelo seu clube, foi a primeira escolha do selecionador. 

O rendimento dos dois extremos não levou o treinador a repensar as suas opções. Bastante confortáveis tanto coletivamente como individualmente, os jogadores não incentivam alterações. No banco, há vários suplentes, incluindo um pequeno grupo de colchoneros. 

No lado esquerdo, por exemplo, Thiago Almada e Nico González foram chamados. Contudo, raramente jogam mais de 60 minutos no caso do primeiro, e 55 minutos no caso do segundo. 

A concorrência é um fator fundamental nesta situação, mas não é o único. Ambos os jogadores também não são titulares no Atlético de Madrid. No entanto, são utilizados na seleção, enquanto o seu colega, Giuliano Simeone, nem sequer é considerado, apesar de ser a primeira escolha no clube. Uma diferença curiosa, que nem sempre beneficia os argentinos.

O enigma Giuliano

Na época passada, o extremo direito do Atlético demonstrou ter energia de sobra. Rápido, combativo, eficaz tanto a atacar como a defender, tem capacidade para ajudar a sua equipa quando tudo parece perdido. Soma mesmo quatro golos e seis assistências na LaLiga, além de dois golos e uma assistência na Liga dos Campeões. 

Além disso, o jogador tem experiência ao mais alto nível. Utilizado por Diego Simeone nos grandes jogos, sabe o que tem de fazer. No entanto, isso não parece agradar a Scaloni. 

Não foi por falta de tentar integrar-se. O argentino está na seleção há já dois anos. Sabe, por isso, como interagir com os colegas e colocar-se ao serviço do coletivo. Porém, o selecionador da Albiceleste parece preferir um jogador mais central, como Lautaro Martínez, para entrar em campo em vez de Rodrigo De Paul. 

O jogo frente à Inglaterra poderá claramente precisar de mais frescura e juventude. Simeone está em posição de trazer isso à sua equipa. Falta saber se lhe darão essa oportunidade. Algo que poderá acontecer, como avançou a ESPN esta segunda-feira após o treino da seleção sul-americana.

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O desafio é grande esta quarta-feira à noite. Resta perceber se Scaloni terá razão em manter-se fiel às suas escolhas, ou se não terá sido demasiado inflexível.

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O Campeonato do Mundo de 2026 tem lugar de 11 de junho a 19 de julho nos Estados Unidos, Canadá e México. O torneio conta com 48 seleções nacionais e é disputado em 16 estádios modernos.

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