A informação foi avançada pelo canal desportivo Great Sports, do conglomerado estatal Shanghai Media Group (SMG), que indicou que um executivo de “nível secretário-geral” da FIFA viajará para Pequim, numa altura de impasse nas conversações com a televisão estatal CCTV.
De acordo com diversos órgãos chineses, o bloqueio das negociações deve-se à diferença entre as exigências económicas da FIFA e as expectativas da parte chinesa.
O jornal Beijing Daily indicou que a FIFA teria inicialmente pedido entre 250 e 300 milhões de dólares (212 e 255 milhões de euros) pelos direitos do Mundial, que decorre nos Estados Unidos, Canadá e México, enquanto o orçamento da CCTV rondaria os 60 a 80 milhões de dólares (51 a 68 milhões de euros).
Segundo a imprensa, a FIFA terá depois reduzido a sua exigência para uma faixa entre 120 e 150 milhões de dólares (102 a 127 milhões de euros), mas as negociações continuam sem acordo.
A FIFA confirmou esta semana que as conversações para a venda de direitos na China e na Índia estão “em curso” e sublinhou que os contactos devem permanecer confidenciais.
A situação é invulgar no mercado chinês, onde a CCTV assegurou historicamente a transmissão dos Mundiais com meses de antecedência e onde a legislação concede à cadeia estatal a negociação centralizada deste tipo de grandes eventos desportivos internacionais.
Vários órgãos chineses e comentadores locais criticaram publicamente o elevado custo dos direitos e questionaram o valor comercial do torneio na China, devido à ausência da seleção nacional, ao horário de madrugada de muitos jogos e à mudança de hábitos de consumo desportivo para plataformas digitais e de vídeos curtos.
A falta de acordo surge também após a recusa da China no ano passado em adquirir os direitos televisivos da fase final de qualificação asiática para o Mundial, igualmente por divergências sobre o preço.
China e Índia, os dois países mais populosos do mundo, continuam sem operador confirmado para o Mundial 2026, a menos de seis semanas do início do torneio.
