Recorde as incidências da partida
Para entender a vitória francesa no Grupo I, em Nova Jérsia, é preciso aceitar que esta foi, na prática, uma partida disputada por quatro seleções: um Senegal dominante nos primeiros 45 minutos, uma França quase invisível no mesmo período, uma França completamente transformada na segunda parte, e um Senegal que não soube mais segurar o jogo depois do intervalo.
No primeiro tempo, quem deu as cartas foi o Senegal. Os africanos terminaram os primeiros 45 minutos com um xG de 0,44 contra apenas 0,02 dos franceses, criaram duas ocasiões claras, enquanto a França não criou nenhuma, e viram os seus atacantes errarem na pontaria e desperdiçarem oportunidades cruciais. A França, com 56% de posse, finalizou uma única vez em 45 minutos.
Ao intervalo, Deschamps orientou os jogadores a trabalhar em conjunto: atacar e defender junto, como disse Bradley Barcola na zona mista, após o jogo. Com posse de bola equilibrada e uma França mais organizada, Mbappé, Olise e Doué começaram a encontrar o que não tinham no primeiro tempo: profundidade e espaço.
O resultado apareceu nos números. A França finalizou 10 vezes no segundo tempo, colocou oito remates no alvo e criou quatro ocasiões claras.
O xG da etapa saltou para 1,87. Mbappé abriu o placar aos 66 minutos, Barcola ampliou após sair do banco, e o camisola 10 fechou o jogo nos descontos com um golaço que o tornou no melhor marcador da história da seleção francesa em Mundiais, com 14 golos.
O Senegal, que havia assustado mais nos primeiros 45 minutos, terminou o segundo tempo com apenas uma finalização.
