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O destino de ambas as seleções reside, provavelmente, nos pés dos seus avançados. Antes do jogo, Erling Haaland somava sete golos, enquanto Harry Kane estava apenas a um golo de distância na corrida pela Bota de Ouro.
12 anos desde o último confronto
No entanto, ambos certamente abdicariam de prémios individuais se isso significasse conquistar o grande troféu.
Nos oitavos de final, a Noruega afastou um Brasil que desiludiu ao vencer por 2-1, graças a dois golos de Haaland, enquanto Kane também marcou, tornando os Três Leões apenas a terceira seleção da história a vencer El Tri no Estádio Azteca, numa épica vitória por 3-2.

Já lá vão 12 anos desde que estes dois países se defrontaram, e nessa ocasião, a Inglaterra saiu vencedora no particular graças a um triunfo tangencial por 1-0, com o golo a surgir de uma grande penalidade convertida por Wayne Rooney. Esse jogo foi também o quarto consecutivo em que a Inglaterra não sofreu golos.
Nos 12 jogos em que se defrontaram ao longo dos anos, os Três Leões detêm igualmente vantagem no registo global, com sete vitórias, três empates e apenas duas derrotas. Ambas as derrotas aconteceram na qualificação para o Mundial, com a Noruega a vencer por 2-0 em junho de 1993 e por 2-1 em setembro de 1981.
Defesa tremida da Noruega
Grande parte da capacidade ofensiva de ambas as equipas – e dos próprios Kane e Haaland – deverá ser igualmente condicionada pela solidez defensiva das duas linhas recuadas.
Ultimamente, a Inglaterra tem estado bem melhor neste aspeto, tendo apenas concedido quatro golos nos últimos seis jogos, dos quais venceu cinco e empatou o outro.
Já a Noruega concedeu 10 golos apesar de ter marcado 13, vencendo quatro dos últimos seis jogos, empatando um e perdendo outro. Na verdade, em 11 dos últimos 12 jogos, não conseguiu manter a baliza inviolada.
Vencer o Brasil, contudo, foi um triunfo de grande destaque, sendo uma das 16 vitórias nos últimos 21 jogos internacionais, dos quais perdeu apenas dois, incluindo uma derrota por 4-1 frente à França neste Mundial.
Jogadores ingleses em risco
Se a Noruega quiser vencer a Inglaterra, terá de conseguir algo que até agora se revelou impossível: triunfar frente a um adversário da UEFA no Mundial.
Em seis tentativas anteriores, perdeu quatro e empatou as outras duas, embora valha a pena referir que os Três Leões perderam cinco dos últimos seis jogos a eliminar no Mundial frente a seleções europeias.
Será interessante perceber como Thomas Tuchel vai abordar este jogo, tendo em conta que Jarell Quansah está suspenso após o cartão vermelho frente ao México, e Jude Bellingham, Declan Rice, Nico O'Reilly e Marc Guehi estão a um cartão amarelo de falharem uma eventual meia-final frente à Argentina ou à Suíça.
Sem esquecer os problemas que Tuchel tem tido no lado direito da defesa devido à lesão de Reece James e à insegurança de Djed Spence.
Quem vencer leva tudo
A única preocupação real de Stale Solbakken é David Moller Wolfe, já que, de resto, pode contar com todo o plantel disponível.
O jogo será mais uma oportunidade para Antonio Nusa brilhar e dar que pensar a potenciais interessados como o Arsenal, o Tottenham e o Newcastle.
A grande dúvida para o selecionador norueguês é se deve apostar numa pressão alta frente à Inglaterra e arriscar sofrer no contra-ataque, ou se deve adotar uma postura mais expectante e procurar Haaland mais perto do final do jogo, para tentar colocar-se em vantagem e depois segurar o resultado.

Um cenário em que quem vencer leva tudo significa que a pressão não podia ser maior, e todo o peso antes do apito inicial estará do lado dos Três Leões, que terão de voltar a corresponder.
A Noruega já superou todas as expectativas e, embora não esteja no torneio apenas para desfrutar, os jogadores sabem que chegar aos quartos de final já ultrapassa os seus maiores sonhos.
Se chegarem às meias-finais, vão acreditar que podem discutir o acesso à final num jogo único.
Mundial-2026
O Campeonato do Mundo de 2026 tem lugar de 11 de junho a 19 de julho nos Estados Unidos, Canadá e México. O torneio conta com 48 seleções nacionais e é disputado em 16 estádios modernos.
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