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"Os cartões vermelhos não são anulados por chamadas telefónicas políticas. São anulados por regras, provas e organismos independentes", escreveu o suíço na rede social X.
"Se um presidente dos Estados Unidos intervém junto do presidente da FIFA e um jogador fica de repente absolvido antes de um jogo a eliminar de um Mundial, a pergunta é inevitável: Para onde vais, FIFA?", continuou o ex-dirigente do futebol mundial.
"O futebol nunca deveria tornar-se no recreio do poder político", concluiu o veterano dirigente, acrescentando as etiquetas #GianniInfantino e #DonaldTrump para evitar qualquer ambiguidade.
Empurrado para a demissão em 2015 após uma sucessão de escândalos, Sepp nunca se conteve nas críticas ao seu sucessor, lamentando no passado mês de fevereiro ao jornal Bild que a FIFA seja "uma ditadura" que "se resume ao seu presidente".
"Trump precisa do seu novo amigo"
"Trump vai orquestrar um golpe de publicidade" durante o Mundial-2026. "Para isso, precisa do seu novo amigo, o presidente da FIFA, Gianni Infantino. Embora o termo cúmplice seja mais apropriado do que amigo", atirou.
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No domingo, o comunicado da FIFA a alterar a sanção de Balogun, expulso nos 16 avos frente à Bósnia e Herzegovina e que poderá finalmente jogar contra a Bélgica, provocou uma onda de reações de indignação.
A Federação da Bélgica manifestou num comunicado estar "estupefacta", enquanto o selecionador dos Diabos Vermelhos, Rudi García, ironizou em conferência de imprensa: "Não sabia que nos escritórios da FIFA o 5 de julho correspondia ao 1 de abril na Europa", disse em referência ao dia tradicional das partidas em países como França e Bélgica.
