Mundial-2026: UEFA ataca FIFA por decisão "sem precedentes, incompreensível e injustificável"

Balogun foi exulso diante da Bósnia
Balogun foi exulso diante da BósniaReuters

Organismo que regula o futebol europeu critica a decisão de anular a suspensão a Folarin Balogun. Avançado norte-americano está disponível para defrontar a Bélgica, depois de ter sido expulso diante da Bósnia, nos 16 avos de final do Mundial-2026.

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O jogo entre Estados Unidos da América e Bélgica, dos oitavos de final do Mundial-2026, continua a dar que falar. Em causa está a decisão da FIFA de suspender o jogo de castigo a Folarin Balogun, avançado norte-americano. 

O jogador do Mónaco foi expulso no duelo dos 16 avos diante da Bósnia, mas o organismo que regula o futebol mundial decidiu retirar a suspensão automática de um jogo e colocar um período probatório de um ano. Desta forma, passa a estar disponível para defrontar a Bélgica, na madrugada desta terça-feira.

"O futebol, tal como qualquer outro desporto, assenta em regras, que constituem a base para uma competição justa, honesta e transparente. Por vezes, as regras estão abertas a interpretação. Neste caso, não. Uma suspensão automática mínima de um jogo na sequência de um cartão vermelho não é uma opção discricionária e não requer a decisão de um órgão competente para ser aplicada. Trata-se de um princípio consagrado nos regulamentos, que não pode ser sujeito a exceções, muito menos a meio de um torneio em que vários outros jogadores se encontraram na mesma situação e cumpriram regularmente a sua suspensão", pode ler-se no comunicado.

Com 25 anos, Balogun tem sido uma das figuras da seleção norte-americana. Bisou diante do Paraguai e marcou à Bósnia, somando três golos na competição.

Leia o comunicado na íntegra:

A decisão de ontem de suspender, por um período probatório de um ano, a aplicação da suspensão automática de um jogo na sequência do cartão vermelho mostrado ao jogador Folarin Balogun ultrapassou um limite inaceitável.

O futebol, tal como qualquer outro desporto, assenta em regras, que constituem a base para uma competição justa, honesta e transparente. Por vezes, as regras estão abertas a interpretação. Neste caso, não. Uma suspensão automática mínima de um jogo na sequência de um cartão vermelho não é uma opção discricionária e não requer a decisão de um órgão competente para ser aplicada. Trata-se de um princípio consagrado nos regulamentos, que não pode ser sujeito a exceções, muito menos a meio de um torneio em que vários outros jogadores se encontraram na mesma situação e cumpriram regularmente a sua suspensão.

Quando a certeza das regras deixa de ser garantida pelos seus guardiões, a integridade do jogo fica em causa e a credibilidade de uma competição é comprometida. Da mesma forma, tal decisão cria um precedente no torneio em curso, onde situações semelhantes exigirão agora um tratamento igual, em detrimento da competição.

O futebol é o desporto mais apreciado do mundo porque é um jogo belo e inspira confiança por ser praticado em todo o lado com as mesmas regras. Um torneio nunca é um caso isolado e, se o torneio em questão for o Campeonato do Mundo, tem o poder de gerar consequências positivas ou negativas para o jogo no seu conjunto.

Manifestamos a nossa incredulidade perante uma decisão tão sem precedentes, incompreensível e injustificável.