Carlo Ancelotti sobre o Mundial-2026: "Ainda não surgiu nenhum favorito"

Carlo Ancelotti no treino.
Carlo Ancelotti no treino.Reuters/Troy Taormina

Carlo Ancelotti rejeitou a existência de um favorito claro à conquista do Mundial e antecipou um duelo de máxima exigência frente ao Japão, adversário que o selecionador do Brasil considera uma das melhores equipas do mundo.

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Apenas a Argentina e a França, ou seja, as duas finalistas da última Mundial, venceram os seus três jogos da fase de grupos entre as equipas apontadas como favoritas ao título.

"É possível que algumas equipas tenham estado melhor do que outras nesta primeira fase de grupos. Mas não penso que já exista um favorito claro. Na minha opinião, vai ser um torneio muito equilibrado e disputado", afirmou o italiano, nomeado em maio de 2025 para liderar a Seleção.

Nos últimos anos, sublinhou também o seu capitão, Marquinhos, "o futebol tornou-se muito mais equilibrado". Como prova disso, "nas últimas edições do Mundial, vimos muitas grandes seleções serem eliminadas por equipas que não eram consideradas de topo".

O Japão, por exemplo, "demonstrou que pode realmente competir entre os grandes, por assim dizer", acrescentou o defesa do Paris Saint-Germain.

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Ancelotti considera mesmo o seu próximo adversário – que descreveu como "muito aguerrido, muito bem organizado, com muita qualidade" – como "uma das melhores equipas do mundo. (...) Estamos a preparar este jogo como se fosse uma final, porque é mesmo uma final".

O Brasil vai precisar de "muitas coisas: uma mentalidade forte, coração e clareza de espírito. Penso que a equipa está pronta, está motivada, está confiante", acrescentou o antigo treinador do Real Madrid.

A seleção canarinha "atravessou um período algo conturbado nos últimos anos, dentro e fora do relvado", mas "conseguimos reconstruir a nossa confiança enquanto jogadores, e também a dos nossos adeptos", acredita igualmente Marquinhos.

"Fizemos muitos ajustes e, nos últimos jogos, penso que também crescemos enquanto equipa", acrescentou o defesa-central de 32 anos.